sexta-feira, 30 de junho de 2017

Palavras de Charles Finney

Uma das condições da oração vitoriosa é o justo emprego dos meios para chegar ao objetivo. Se os meios estiverem ao nosso alcance e se o acharmos necessários. Orar pelo avivamento e deixar de empregar qualquer outro meio é tentar a Deus. Esse, conforme pude ver claramente, era o caso daqueles que faziam orações na reunião a que me referi. Continuavam fazendo oração pelo avivamento, porém fora da reunião eram SILENCIOSOS como a MORTE no tocante ao assunto e nem abriam a boca para as pessoas ao redor. Continuaram nessa incoerência até o dia em que um descrente de destaque na comunidade lançou-lhes na minha presença uma repreensão. Ele expressou aquilo que eu sentia profundamente. Levantou-se e, com a maior solenidade e com lágrimas, disse:  " Povo crente,que é que vocês querem dizer? Oram sempre, nestas reuniões, pedindo um avivamento. Muitas vezes exortam uns aos outros a que despertem e usem meios para promover um avivamento. Afirmam uns aos outros e também a nós, que somos descrentes, que estamos caminhando para o Inferno, e acredito que seja verdade. Insistem em dizer que, se vocês mesmos despertassem, usando os meios apropriados, haveria um avivamento, e nos converteríamos. Falam-nos do nosso grande AMIGO, e de que nossas almas valem mais do que o mundo inteiro. Entretanto, prosseguem nas suas ocupações relativamente triviais e não lançam desses meios. Não temos avivamento e nossas almas NÃO são salvas." Nunca me esquecerei de como a repreensão calou profundamente naquela reunião de oração. Fez-lhes bem, pois imediatamente as pessoas ali presentes se prostraram, e tivemos um avivamento. Estive presente na primeira reunião em que se manifestou o espírito de avivamento. E que transformação se verificou no tom das suas orações, confissões e súplicas! Voltando para casa com um amigo, comentei: "Que mudança nesses crentes! Isso deve ser o início de um avivamento ". Realmente, há uma transformação em todas as reuniões sempre que os crentes são avivados. Suas confissões adquirem sentido: Significam reforma e restituição, trabalho, o uso dos meios, mãos, bolsos, e corações abertos, e a consagração de todos os seus recursos a promoção da obra . Charles Finney em seu livro Uma vida cheia do Espírito.   

Profecia sobre Damasco

Uma das mais antigas cidades, habitada do mundo.
A Síria é um país da Ásia ocidental, e faz fronteira com o Líbano, com o mar mediterrâneo no oeste, a Turquia no norte, o Iraque no leste, a Jordânia no sul e ao sudeste, Israel.
Nas Escrituras contém uma profecia no livro de Isaias escrito entre 701 e 681 a.C que relatava que Damasco seria capital da Síria o que ocorreu em 636 d.C, de acordo com Isaias 7:8.
Os bombardeios iniciaram em 2012.
Também existem profecias falando da destruição de Damasco de acordo com Isaias 17:1, Jeremias 49:23-27
Hoje o numero de refugiados siris chegam a mais de 2 milhões conforme a ONU e vemos as profecias sendo cumpridas (Isaias 17:7 ).
“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. Mateus 24:35


Os 7 mergulhos de Naamã

Referência 2 Reis 5.1-8

“NAAMÔ, que significa “deleite ou agradável” em hebraico.
Naamã, um homem honrado – v. 1 - comandante do exército do rei da Síria
O próprio Deus que ele não conhecia o abençoava em suas esplêndidas vitórias.
Porém era leproso – v. 1
O rei de Israel, Jorão, ao receber a carta do rei da Síria, rasgou as suas vestes e disse: “Acaso sou Deus com poder de tirar a vida ou dá-la, para que este envie a mim um homem para eu curá-lo de sua lepra?” (v.7).
A perseverança de Naamã o fez crescer
Para crescer é preciso dar o Mergulho da PEQUENEZ:
“Então, desceu e mergulhou no Rio Jordão sete vezes…” v.14a
O princípio para crescer em Deus é reconhecer a nossa pequenez;
João Batista disse aos seus discípulos Convém que Ele (Jesus) cresça e que eu diminua. (João 3.30)

Você precisa reconhecer a sua pequenez, as suas limitações, para então crescer em Deus e ser tido como grande diante do Senhor;
Naamã reconheceu sua incapacidade diante da doença e se dobrou diante do Deus de Israel.
“… assim e assim falou a jovem que é da terra de Israel” v.4
Havia uma menina israelita escrava na casa de Naamã, que sabendo de sua necessidade, contou sobre o profeta Eliseu. A menina ao falar do profeta, profetizou, pois declarou à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra”. (v.3)
Naamã acreditou nas palavras que a jovem escrava disse à sua esposa e saiu da sua terra, indo procurar um profeta por fé.

Para crescer é preciso dar o Mergulho da OBEDIÊNCIA:
“vai, lava-te sete vezes no Jordão e a tua carne será restaurada e ficarás limpo” v.10
Naamã mergulhou 7 vezes e foi curado. Ele foi curado!
Como general, não recebia muitas ordens a não ser de seu rei. Mas ele entendeu que o profeta detinha autoridade e discernimento, e então obedeceu.
Você está disposto a crescer, então obedeça as ordens de Deus, ao mergulhar demonstrou ser humilde.
“pensava eu que ele sairia a ter comigo… não são porventura… rios de Damasco melhores que todas as águas de Israel?” vv.11-12
Naamã chegou diante da casa do profeta Eliseu com os seus homens de guerra, cavalos, poder e dinheiro, mas toda essa pompa não impressionou o profeta e ao invés de ir pessoalmente ao encontro do general, ele enviou um mensageiro. Nada do que temos tem a capacidade de impressionar a Deus, mas a Bíblia diz que Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado e contrito, não desprezarás, ó Deus”. (Salmos 51.17)
Na Assíria havia rios melhores que o Rio sujo do Jordão, porém com essa ordem, a fé de Naamã foi testada.
Onde há arrogância não há espaço para crescimento.
Naamã teve que se despir da sua farda, condecorações e mergulhar no Rio Jordão. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte”. (1 Pedro 5.6)
Para crescer é preciso dar o Mergulho da PERSEVERANÇA:
“Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes…” v.14
O texto não revela opositores dialogando para que Naamã não obedecesse a direção dada pelo profeta de Deus, mas a sua própria consciência deve tê-lo atormentado a cada mergulho.
Para crescer é preciso dar o Mergulho da CONVERSÃO: “…Eis que tenho conhecido em toda a terra não há Deus, senão em Israel…” v.15
Naamã reconheceu que o Deus de Israel era maior que as divindades da Síria.
Naamã, o general do exército da síria se dobrou diante do Senhor dos Exércitos.
O general da Síria que só tinha como superior o rei Ben-Hadade, homem poderoso, agora estava se dobrando diante do El-Shaday, o Deus Todo-Poderoso.
A cura de Naamã é tão surpreendente que o próprio Senhor Jesus fala dele: “E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro”. (Lucas 4.27)
Para crescer é preciso dar o Mergulho da GRATIDÃO: “… agora, pois te peço aceites um presente do teu servo…Instou com ele para que aceitasse, mas ele recusou” vv. 15-16
Naamã ficou tão agradecido que queria presentear o profeta de Deus. O profeta Eliseu não aceitou, mas ele ficou insistindo.
Para crescermos precisamos ser pessoas agradecidas.

Quem mora na sua casa?

Betel ou Bete-Áven?

Abraão adorou a Deus naquele lugar. Jacó, depois de um encontro com Deus, deu ao local um nome de signficado especial. Samuel julgou Israel no mesmo lugar. Elias e Eliseu passaram por lá em sua última viagem juntos. Mas, Jeremias disse que Israel envergonhou-se do mesmo lugar. Betel, uma cidade localizada 20 km ao norte de Jerusalém, tem uma história cheia de significado.
Faremos bem aprendendo e aplicando em nossas vidas as lições de Betel.
Abrão Adora em Betel
Abrão deixou Ur dos caldeus e subiu o vale do Rio Eufrates até Harã, onde seu pai faleceu. De Harã, ele virou para o sul e seguiu em direção à terra de Canaã. Parou em Siquém, e depois edificou um altar entre Ai e Betel, onde "invocou o nome do Senhor" (Gênesis 12:8). Abrão continuou a sua jornada ao sul e estabeleceu residência no Neguebe. Passou algum tempo no Egito e voltou novamente para o Neguebe, de onde fazia viagens a Betel para invocar o nome de Deus (Gênesis 13:3-4). Betel, para o patriarca Abrão, foi um lugar de encontro com Deus. Tornou-se a casa de Deus.
Quando estudamos a vida de Abraão, percebemos que esse herói da fé construiu altares em diversos lugares, invocando o nome do Senhor por meio de sacrifícios. Hoje, não precisamos amontoar pedras e queimar holocaustos para invocar o nome do Senhor, mas este deseja que oremos "em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade" (1 Timóteo 2:8). O louvor a Deus deve fazer parte do nosso dia-a-dia.
Jacó Encontra Deus em Betel
Embora o autor de Gênesis tenha usado o nome Betel quando falou de Abrão, a cidade adotou esse nome duas gerações mais tarde. Quando a contenda entre Jacó e Esaú chegou ao ponto de o mais velho querer matar o mais novo, Jacó fugiu de sua terra e procurou seus parentes em Padã-Arã. No final do primeiro dia de viagem, ele parou em uma cidade chamada Luz. Durante a noite, Deus apareceu a Jacó e lhe mostrou uma escada da terra ao céu, pela qual anjos desciam e subiam. Deus repetiu a Jacó as três partes da grande promessa feita a Abrão em Gênesis 12: Terra prometida; Povo numeroso; Bênçãos para todas as famílias da terra por meio de seu descendente. Quando acordou, Jacó disse: "Na verdade, o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a casa de Deus, a porta dos céus". Jacó mudou o nome do lugar, chamando-o de "Betel", que significa "casa de Deus" (Gênesis 28:1-22).
Jacó habitou 20 anos em Padã-Arã. Casou-se, teve filhos e tornou-se rico. Quando voltou para sua terra, ficou algum tempo em Siquém. Quando Deus o chamou para voltar a Betel, Jacó mandou que todos de sua família se purificassem antes de subir à casa de Deus. Ele fez um altar e o chamou de "El-Betel", que significa "Deus da Casa de Deus" (Gênesis 35:1-7).
Nós, também, devemos nos purificar antes de nos aproximarmos de Deus. Ele é luz, e não mantém comunhão com as trevas. Devemos jogar fora "toda impureza e acúmulo de maldade" (Tiago 1:21) e nos purificarmos "de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Coríntios 7:1).
Betel: A Casa de Deus
A importância de Betel como um lugar de encontros com Deus continuou por mais de 800 anos, até o início do reino de Israel. Era um dos lugares onde Samuel julgava o povo (1 Samuel 7:16). Quando Saul foi ungido rei, encontrou homens que estavam "subindo a Deus a Betel" (1 Samuel 10:3).
Quando pensamos em Betel, da chegada de Abrão em Canaã até a época dos reis, pensamos na casa de Deus, um lugar especial de encontros entre homens de fé e seu Criador.
Uma Mudança Triste
Infelizmente, Betel perdeu a honra de ser a casa de Deus. Jeremias, escrevendo 400 anos depois de Samuel, disse que "a casa de Israel se envergonhou de Betel" (Jeremias 48:13). Por quê? O profeta Oséias, um século antes de Jeremias, explica o motivo dessa triste mudança. Repetidamente, Oséias se refere a Betel com outro nome, "Bete-Áven". Veja as palavras desse profeta: "...não subais a Bete-Áven..." (4:15); "Levantai gritos em Bete-Áven" (5:8). Em vez de Betel, Oséias usa esse outro nome. Bete-Áven quer dizer "Casa do Nada" ou "Casa de Vaidade". Como é que a Casa de Deus tornou-se a Casa do Nada? Oséias explica: "Os moradores de Samaria serão atemorizados por causa do bezerro de Bete-Áven... e os sacerdotes idólatras tremerão por causa da sua glória, que já se foi.... Israel se envergonhará por causa de seu próprio capricho.... E os altos de Áven, pecado de Israel, serão destruídos..." (10:5-8). O pecado, a idolatria e, especificamente, o bezerro de ouro foram motivos para o declínio de Betel. A casa de Deus tornou-se a casa de vaidade. O Senhor não habitou mais na cidade onde Abrão, Jacó, Samuel e outros o encontravam. Ele foi expulso de sua própria casa.
O Pecado de Jeroboão
O fato mais marcante na triste história de Betel aconteceu nove séculos antes de Cristo, logo após a morte do rei Salomão. Devido à infidelidade de Salomão, Deus tirou uma boa parte do reino que pertencia aos reis descendentes de Salomão, e a deu nas mãos de Jeroboão. Este começou a reinar sobre as dez tribos do norte, conhecidas coletivamente como Israel ou Samaria. Deus prometera estabelecer o reinado de Jeroboão, se o mesmo fosse fiel: "Se ouvires tudo o que eu te ordenar, e andares nos meus caminhos, e fizeres o que é reto perante mim, guardando os meus estatutos e os meus mandamentos, como fez Davi, meu servo, eu serei contigo, e te edificarei uma casa estável, como edifiquei a Davi, e te darei Israel" (1 Reis 11:38).
Em vez de confiar na promessa de Deus, Jeroboão procurou seus próprios meios para segurar o poder sobre Israel. Ele ficou preocupado com as viagens periódicas dos israelitas a Jerusalém, o centro de adoração a Deus no Antigo Testamento. Imaginou que a influência de seus irmãos do sul provocaria uma rebelião e faria com que o rejeitassem como rei. Para evitar tal acontecimento, Jeroboão introduziu uma série de mudanças nas práticas religiosas do povo (1 Reis 12:25-33): Ele mudou os símbolos religiosos. Em vez de representar a presença de Deus com a arca da aliança, Jeroboão fez dois bezerros de ouro, repetindo o pecado cometido por Arão logo após a saída do Egito (Êxodo 32).  Mudou o lugar sagrado. Deus havia escolhido Jerusalém como o lugar de adoração para os israelitas. Jeroboão, para evitar que o povo voltasse para o território de Judá, escolheu Betel e Dã. Mudou o sacerdócio. Deus especificou sacerdotes da tribo de Levi, mas Jeroboão consagrou sacerdotes de outras tribos. Jeroboão mudou o calendário religioso. Havia festas importantes em Jerusalém em diferentes meses do ano, incluindo uma que começava no dia 15 do sétimo mês. Mas Jeroboão escolheu o décimo quinto dia do oitavo mês para a sua festa, sem nenhuma autorização divina.
Várias pessoas tentaram corrigir esses graves erros de Jeroboão. Deus mandou um profeta com provas milagrosas, mas o teimoso rei não se arrependeu (1 Reis 13:1-10). Mesmo nos últimos anos do reinado de Jeroboão, Abias, rei de Judá, tentou mais uma vez mostrar o pecado de Jeroboão. Em seu discurso, Abias mostrou que Jeroboão e o povo de Israel perderam a comunhão com Deus por terem abandonado os seus princípios (2 Crônicas 13:8-12). Novamente, Jeroboão confiou em sua astúcia e não se arrependeu. Enquanto Abias falava, o rei de Israel mandou que os seus soldados preparassem uma emboscada e atacassem seus irmãos de Judá. Mas, Deus não estava do lado de Jeroboão, e o exército de Israel foi terrivelmente derrotado. De fato, a Casa de Deus tornou-se a Casa do Nada! As gerações posteriores seguiram os passos errados de Jeroboão e, 200 anos depois, Israel caiu diante do exército da Assíria. Por causa dos bezerros de ouro de Jeroboão, "... o Senhor muito se indignou contra Israel e o afastou da sua presença" (2 Reis 17:16-18).
Outros "Betel"?
O caso de Betel e de seu pecado é único na história do povo de Deus? Infelizmente, não. Consideremos outras casas de Deus:
O templo em Jerusalém representou a presença de Deus no meio do povo a partir do reinado de Salomão. Mas por duas vezes, Deus deixou a sua casa devido ao pecado do povo. Ezequiel, nos capítulos de 8 a 10, mostra como Deus foi expulso quando o povo encheu a casa com idolatria, perversidade e corrupção. Dessa forma, o profeta explicou o motivo da destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C. Depois do cativeiro babilônico, o povo retornou a Jerusalém e reconstruiu o templo. Mas, ao longo das gerações, eles se desviaram do caminho de Deus novamente. Jesus queria resgatar a nação judaica, mas esta recusou. Ele prometeu que a casa ficaria deserta e profetizou sobre a destruição de Jerusalém pelos romanos - profecia cumprida em 70 d.C. (Mateus 23:37-38; 24:1-34). A Casa de Deus tornou-se a Casa do Nada.
A igreja de Jesus é a casa de Deus (1 Coríntios 3:16-17; 1 Timóteo 3:15). Mas, da mesma forma que o povo do Velho Testamento desviou-se do Senhor, hoje, igrejas podem abandonar o caminho e perder a sua comunhão com Deus (Apocalipse 2:5; 3:3; etc.). A Casa de Deus pode ficar deserta.
O cristão é o templo do Senhor (João 14:23; 1 Coríntios 6:19-20). Para manter a nossa comunhão com Deus, temos de amá-lo e guardar a sua palavra. Se voltar ao pecado e recusar a se arrepender, perderá a sua esperança (Hebreus 10:26-31). Deus ainda pode sair de sua casa.
Quem Mora na Sua Casa?
Jesus quer habitar em nós. Para isso, é necessário crucificar o velho homem egoísta e deixar Cristo viver em nós (Gálatas 2:19-20). Dependemos totalmente de Jesus? Deixamos Deus dominar completamente a nossa vida? Ou expulsamos o Senhor de uma casa cheia de pecado, perversidade e egoísmo? Deus não divide a casa com as trevas (leia Colossenses 3:1-10).
Você pode, honestamente, chamar-se de Betel, ou de Bete-Áven? Quem mora na sua casa? Você, eternamente, pretende morar na casa de quem?

- por Dennis Allan

Orando por Qualidade de Vida

O texto abaixo foi escrito em 1977 por Witness Lee, quando ele tinha 76 anos. Creio que seja uma boa advertência a todos nós hoje, para cuidarmos daquilo que Deus nos deu: nosso corpo. Depois disso ele viveu por mais 20 anos ainda....                       
“... devemos pedir ao Senhor que nos dê uma vida longa. Devemos dizer: “Senhor, não quero morrer cedo. Quero viver até os oitenta ou noventa anos. Se não vieres até então, estou disposto a morrer. Mas ainda prefiro viver até que venhas”.
O Senhor tem sido misericordioso, respondendo às minhas orações por uma vida longa. Mas não pense que nunca tive qualquer doença ou moléstia. Tive uma úlcera estomacal, e levei dois anos e meio para recuperar-me de um caso sério de tuberculose pulmonar.
Para que a nossa existência humana permaneça, precisamos enfrentar qualquer fraqueza. Diga ao Senhor que você não quer um corpo fraco, doentio. Não pense que uma pessoa espiritual tenha de ser fisicamente fraca. Não mantenha o conceito de que somente sendo fisicamente fraco é que poderá aprender a confiar no Senhor. Esse conceito é espiritual demais. E se você for espiritual demais, não será na verdade nem um pouco espiritual.
Pelo contrário, deverá dizer:
“Senhor, não concordo com ter um corpo doentio. Dá-me um bom apetite, uma digestão adequada e o melhor dos sonos. Senhor, promete-me, como prometeste a outros, que minha força será como os meus dias. Todos os dias deverão ser cheios de força. Não quero despender um dia sequer preguiçosamente na cama. Rejeito tal tipo de existência. Quero ter uma existência forte, saudável e útil ao Teu propósito".
Além de orar dessa maneira, você também precisa aprender a cuidar corretamente do seu corpo. Não seja negligente em seu comer. O Senhor deu-me uma boa esposa, que controla o meu comer. Se não fosse ela, eu aproveitaria todas as oportunidades para comer sobremesa. Mas por causa de sua preocupação com a minha dieta, eu hoje tenho saúde. Como, diariamente, as comidas mais saudáveis.

Não cometa um suicídio gradual anos a fio, comendo sem sabedoria, mas aprenda a manter-se saudável. Cuide de seu corpo...    

Esperando na Graça

A graça é a mão estendida de Deus para o homem, suprindo-o em sua pobreza e em sua necessidade. A graça é um presente de Deus; infelizmente, o homem nem sempre está disposto a aceitar presentes, porque isso fere o seu amor próprio. Em sua soberba, prefere comprar, pagar, receber recompensas pelas obras realizadas.
A graça de Deus requer que o homem não faça obras, mas sim espere e receba. Mas este "esperar" é difícil para o homem. Quando Abraão devia esperar, em vez de esperar, ele atuou, e nasceu Ismael. Não conhecia ainda o poder da graça. Tinha sido justificado pela fé, mas ainda faltava para ele saber que o fruto da fé também chegaria por graça. Não só a justiça é pela fé, mas também as promessas se obtêm por fé, com paciência.
Parece-nos que esperar na graça de Deus é ociosidade, e, portanto, desprezamo-la. Preferimos ter algo nas mãos, para ajudar à graça de Deus. Deus teve que esperar que Abraão fracassasse antes de oferecer o fruto da graça. Nisto Abraão também é nosso pai – não só no referente à fé. A impaciência e a voluntariedade também nos caracterizam.
Parece-nos que a graça de Deus é infértil, que nunca se alcançarão os objetivos se esperarmos nela. Mas o que nos diz a Escritura? "E sua graça não foi vã para comigo, antes trabalhei mais do que todos eles" (1ª Co. 15.10). "Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda e graça, a fim de que, tendo sempre em todas as coisas todo o suficiente, abundeis em toda boa obra" (2ª Co. 9:8). "...frutificando e crescendo assim como entre vós (a palavra verdadeira do evangelho), desde o dia que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade" (Cl. 1.6). A recepção da graça por parte do crente liberta o poder de Deus para operar todo fruto de justiça.
A graça, na Escritura, aparece associada com a fraqueza do homem ("E ele me disse (o Senhor): A minha graça te basta; porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza", 2ª Co. 12.9); e com o poder de Deus ("o dom da graça de Deus que me foi dada segundo a operação do seu poder", Ef. 3.7). A graça requer uma essência de humildade ("Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes", Tg. 4.6) e também de fraqueza, para que assim seja patente o poder de Deus.
Para o homem é extremamente incômodo viver em fraqueza, e estar rodeado de "afrontas, necessidades, perseguições e angústias". Entretanto, nesse ambiente e debaixo dessas condições, o poder de Deus se aperfeiçoa. Muito do aparato que há dentro da cristandade, com o que se pretende fazer a obra de Deus, é nada mais que a impossibilidade de esperar nos recursos da graça.
Constantemente temos que decidir, em nosso serviço a Deus, se esperaremos em Deus, ou nos adiantaremos a fazer o que nós podemos e sabemos fazer. O tempo que esperamos em Deus é sempre muito longo, e o sentido de impotência é tão agudo que podemos até chegar a adoecer. Entretanto, quem espera em Deus com fé, tendo sido fortalecido no homem interior para crer em "esperança contra a esperança" receberá o que foi crido. Porque Abraão, "tendo esperado com paciência, alcançou a promessa" (Hb. 6:15). É depois de Ismael que aprendemos a esperar com paciência até alcançar a promessa.                     

EDIFICAÇÃO EM AMOR

I Co 8:1; I Co 13
O amor deve ser o viver prático da igreja. A palavra “viver” pode também significar “expressão”; a expressão de uma igreja local é amor.
A primeira coisa vista em Corinto era a prática de dons – principalmente o falar em línguas. Por isso o apóstolo Paulo escreveu corrigindo-os. Línguas e outros dons não são o caminho sobremodo excelente. No final do capítulo 12, o apóstolo Paulo diz: "Entretanto, procurai, com zelo, os maiores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente". Qual é o caminho sobremodo excelente? A resposta está no capítulo seguinte, que é o amor. Ele começou o capítulo seguinte dessa maneira: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor...” (1Co 13:1). Podemos ter os dons, mas ainda faltar-nos o amor. Podemos falar as línguas dos homens e dos anjos, mas ainda faltar-nos amor. Se isso ocorrer, somos como bronze que soa ou como o címbalo que retine. Há som, todavia, não há amor; barulho, porém, não há vida.
É fácil falar em línguas, porém não é tão fácil amar. O amor é o caminho sobremodo excelente.

Amor é o próprio Cristo: "O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal". (1 Co 13:4-5). Toda a descrição do amor neste capítulo refere-se a uma pessoa viva, e esta pessoa é Cristo.
Primeira Coríntios 13:8 diz: "O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo conhecimento, passará". Paulo usa essas três palavras neste versículo: desaparecer, cessar, passar.
Que desaparecerá? Conhecimento! Línguas, profecias e conhecimento desaparecerão, cessarão e passarão.
“O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica” (1 Co 8:1). Precisamos primeiro é do amor para edificar a igreja.
O Senhor se revelará àqueles que O buscam como vida, e esta vida será expressa no amor, secundário a isso o conhecimento virá e os dons se manifestarão. Esse amor é simplesmente o próprio Deus vivendo em nós.
Não devemos confiar em nada além do amor para a edificação da igreja.
Efésios 4:16 diz-nos que é em amor que o Corpo edifica-se a si mesmo. Precisamos de uma vida de igreja cheia de amor, expressa em hospitalidade, do levar das cargas uns dos outros, de se importar, de pagar o preço juntos, etc.
A realidade da unidade mencionada no Salmo 133 somente pode provir do amor, não de qualquer ministério humano!
O Senhor tem-nos provado que a verdadeira necessidade para a edificação da igreja é o amor. Contudo, se quisermos amar, precisamos ter o nosso conceito totalmente desarraigado. O amor introduzirá a edificação de uma maravilhosa vida da igreja.
Que o Senhor seja misericordioso para conosco de modo que estejamos dispostos a ser libertos desse conceito. Tudo o que necessitamos é de Deus em Cristo expressado como amor. Somente isso pode edificar a igreja.