sexta-feira, 30 de junho de 2017

Orando por Qualidade de Vida

O texto abaixo foi escrito em 1977 por Witness Lee, quando ele tinha 76 anos. Creio que seja uma boa advertência a todos nós hoje, para cuidarmos daquilo que Deus nos deu: nosso corpo. Depois disso ele viveu por mais 20 anos ainda....                       
“... devemos pedir ao Senhor que nos dê uma vida longa. Devemos dizer: “Senhor, não quero morrer cedo. Quero viver até os oitenta ou noventa anos. Se não vieres até então, estou disposto a morrer. Mas ainda prefiro viver até que venhas”.
O Senhor tem sido misericordioso, respondendo às minhas orações por uma vida longa. Mas não pense que nunca tive qualquer doença ou moléstia. Tive uma úlcera estomacal, e levei dois anos e meio para recuperar-me de um caso sério de tuberculose pulmonar.
Para que a nossa existência humana permaneça, precisamos enfrentar qualquer fraqueza. Diga ao Senhor que você não quer um corpo fraco, doentio. Não pense que uma pessoa espiritual tenha de ser fisicamente fraca. Não mantenha o conceito de que somente sendo fisicamente fraco é que poderá aprender a confiar no Senhor. Esse conceito é espiritual demais. E se você for espiritual demais, não será na verdade nem um pouco espiritual.
Pelo contrário, deverá dizer:
“Senhor, não concordo com ter um corpo doentio. Dá-me um bom apetite, uma digestão adequada e o melhor dos sonos. Senhor, promete-me, como prometeste a outros, que minha força será como os meus dias. Todos os dias deverão ser cheios de força. Não quero despender um dia sequer preguiçosamente na cama. Rejeito tal tipo de existência. Quero ter uma existência forte, saudável e útil ao Teu propósito".
Além de orar dessa maneira, você também precisa aprender a cuidar corretamente do seu corpo. Não seja negligente em seu comer. O Senhor deu-me uma boa esposa, que controla o meu comer. Se não fosse ela, eu aproveitaria todas as oportunidades para comer sobremesa. Mas por causa de sua preocupação com a minha dieta, eu hoje tenho saúde. Como, diariamente, as comidas mais saudáveis.

Não cometa um suicídio gradual anos a fio, comendo sem sabedoria, mas aprenda a manter-se saudável. Cuide de seu corpo...    

Esperando na Graça

A graça é a mão estendida de Deus para o homem, suprindo-o em sua pobreza e em sua necessidade. A graça é um presente de Deus; infelizmente, o homem nem sempre está disposto a aceitar presentes, porque isso fere o seu amor próprio. Em sua soberba, prefere comprar, pagar, receber recompensas pelas obras realizadas.
A graça de Deus requer que o homem não faça obras, mas sim espere e receba. Mas este "esperar" é difícil para o homem. Quando Abraão devia esperar, em vez de esperar, ele atuou, e nasceu Ismael. Não conhecia ainda o poder da graça. Tinha sido justificado pela fé, mas ainda faltava para ele saber que o fruto da fé também chegaria por graça. Não só a justiça é pela fé, mas também as promessas se obtêm por fé, com paciência.
Parece-nos que esperar na graça de Deus é ociosidade, e, portanto, desprezamo-la. Preferimos ter algo nas mãos, para ajudar à graça de Deus. Deus teve que esperar que Abraão fracassasse antes de oferecer o fruto da graça. Nisto Abraão também é nosso pai – não só no referente à fé. A impaciência e a voluntariedade também nos caracterizam.
Parece-nos que a graça de Deus é infértil, que nunca se alcançarão os objetivos se esperarmos nela. Mas o que nos diz a Escritura? "E sua graça não foi vã para comigo, antes trabalhei mais do que todos eles" (1ª Co. 15.10). "Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda e graça, a fim de que, tendo sempre em todas as coisas todo o suficiente, abundeis em toda boa obra" (2ª Co. 9:8). "...frutificando e crescendo assim como entre vós (a palavra verdadeira do evangelho), desde o dia que ouvistes e conhecestes a graça de Deus em verdade" (Cl. 1.6). A recepção da graça por parte do crente liberta o poder de Deus para operar todo fruto de justiça.
A graça, na Escritura, aparece associada com a fraqueza do homem ("E ele me disse (o Senhor): A minha graça te basta; porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza", 2ª Co. 12.9); e com o poder de Deus ("o dom da graça de Deus que me foi dada segundo a operação do seu poder", Ef. 3.7). A graça requer uma essência de humildade ("Deus resiste aos soberbos e dá graça aos humildes", Tg. 4.6) e também de fraqueza, para que assim seja patente o poder de Deus.
Para o homem é extremamente incômodo viver em fraqueza, e estar rodeado de "afrontas, necessidades, perseguições e angústias". Entretanto, nesse ambiente e debaixo dessas condições, o poder de Deus se aperfeiçoa. Muito do aparato que há dentro da cristandade, com o que se pretende fazer a obra de Deus, é nada mais que a impossibilidade de esperar nos recursos da graça.
Constantemente temos que decidir, em nosso serviço a Deus, se esperaremos em Deus, ou nos adiantaremos a fazer o que nós podemos e sabemos fazer. O tempo que esperamos em Deus é sempre muito longo, e o sentido de impotência é tão agudo que podemos até chegar a adoecer. Entretanto, quem espera em Deus com fé, tendo sido fortalecido no homem interior para crer em "esperança contra a esperança" receberá o que foi crido. Porque Abraão, "tendo esperado com paciência, alcançou a promessa" (Hb. 6:15). É depois de Ismael que aprendemos a esperar com paciência até alcançar a promessa.                     

EDIFICAÇÃO EM AMOR

I Co 8:1; I Co 13
O amor deve ser o viver prático da igreja. A palavra “viver” pode também significar “expressão”; a expressão de uma igreja local é amor.
A primeira coisa vista em Corinto era a prática de dons – principalmente o falar em línguas. Por isso o apóstolo Paulo escreveu corrigindo-os. Línguas e outros dons não são o caminho sobremodo excelente. No final do capítulo 12, o apóstolo Paulo diz: "Entretanto, procurai, com zelo, os maiores dons. E eu passo a mostrar-vos ainda um caminho sobremodo excelente". Qual é o caminho sobremodo excelente? A resposta está no capítulo seguinte, que é o amor. Ele começou o capítulo seguinte dessa maneira: "Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor...” (1Co 13:1). Podemos ter os dons, mas ainda faltar-nos o amor. Podemos falar as línguas dos homens e dos anjos, mas ainda faltar-nos amor. Se isso ocorrer, somos como bronze que soa ou como o címbalo que retine. Há som, todavia, não há amor; barulho, porém, não há vida.
É fácil falar em línguas, porém não é tão fácil amar. O amor é o caminho sobremodo excelente.

Amor é o próprio Cristo: "O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal". (1 Co 13:4-5). Toda a descrição do amor neste capítulo refere-se a uma pessoa viva, e esta pessoa é Cristo.
Primeira Coríntios 13:8 diz: "O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo conhecimento, passará". Paulo usa essas três palavras neste versículo: desaparecer, cessar, passar.
Que desaparecerá? Conhecimento! Línguas, profecias e conhecimento desaparecerão, cessarão e passarão.
“O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica” (1 Co 8:1). Precisamos primeiro é do amor para edificar a igreja.
O Senhor se revelará àqueles que O buscam como vida, e esta vida será expressa no amor, secundário a isso o conhecimento virá e os dons se manifestarão. Esse amor é simplesmente o próprio Deus vivendo em nós.
Não devemos confiar em nada além do amor para a edificação da igreja.
Efésios 4:16 diz-nos que é em amor que o Corpo edifica-se a si mesmo. Precisamos de uma vida de igreja cheia de amor, expressa em hospitalidade, do levar das cargas uns dos outros, de se importar, de pagar o preço juntos, etc.
A realidade da unidade mencionada no Salmo 133 somente pode provir do amor, não de qualquer ministério humano!
O Senhor tem-nos provado que a verdadeira necessidade para a edificação da igreja é o amor. Contudo, se quisermos amar, precisamos ter o nosso conceito totalmente desarraigado. O amor introduzirá a edificação de uma maravilhosa vida da igreja.
Que o Senhor seja misericordioso para conosco de modo que estejamos dispostos a ser libertos desse conceito. Tudo o que necessitamos é de Deus em Cristo expressado como amor. Somente isso pode edificar a igreja.




Dicas para o estudo da Bíblia

1) Reserve um tempo e um lugar. Reserve uma hora especial do seu dia. O ideal é que seja a primeira hora, antes de começar suas atividades normais. Procure também um lugar silencioso onde você tenha condições de assimilar a Palavra de Deus.
2) Antes de ler, faça uma oração. Ore por entendimento e sabedoria, ore por perseverança na leitura. Lembre-se sempre que a Bíblia é o único livro cujo Autor está sempre presente, quando se o lê.
3) Não leia com pressa, mas faça-o com atenção. O objetivo não é apenas terminar a leitura programada, mas entender aquilo que está escrito. Se não entender, releia o texto escolhido.
4) Use um caderno para registrar idéias, reflexões e comentários pessoais, ou algo para sublinhar na própria Bíblia.
5) Procure entender o contexto daquilo que está lendo. Para ajudar no entendimento da Bíblia, procure respostas para questões simples, tais como: Quem está falando? A quem? Por quê? Quando e onde tudo isso ocorreu? E, finalmente, esse texto pode ser aplicado à minha vida?
6) Observe que tipo de texto você está estudando. É uma história? É uma parábola? É uma poesia? Se o texto estiver falando de uma doutrina específica, como, por exemplo, a Segunda Vinda de Jesus, procure estudar outros textos que falem a respeito dessa mesma doutrina.
7) Busque esclarecer os textos difíceis pelos paralelos mais fáceis. Por exemplo, compare o que Mateus escreveu com os outros evangelhos. Isso facilita a compreensão do todo.
8) Existem várias ferramentas que podem auxiliar na leitura, entre elas, um dicionário bíblico e uma concordância bíblica. O primeiro auxiliará na compreensão de certas palavras desconhecidas e seus significados. A concordância trará alfabeticamente, por assuntos, todos os versos bíblicos que contenham uma determinada palavra.
9) Adote um método sistemático de leitura (Lucas 24:27; Isaías 28:10). Isso pode ser feito de algumas formas:
• Ano Bíblico: Consiste em ler toda a Bíblia durante o ano, seguindo a regra de ler três capítulos durante o dia e cinco nos finais de semana.
• Estudo dos livros: Escolha algum livro da Bíblia e procure estudá-lo a fundo; descubra o seu autor, a quem foi dirigido, as circunstâncias sob as quais foi escrito, seu propósito e os seus ensinos principais.
• Método biográfico: Escolha personagens bíblicos de seu interesse e estude as passagens bíblicas relacionadas. Procure aplicar as lições espirituais para a sua vida.
• Estudo de temas: Consiste em escolher e seguir um tema através das Escrituras, como por exemplo: Batismo, Segunda Vinda de Cristo, Graça, Santuário, Morte, entre outros.

• Memorização: Procure decorar alguns versículos ou capítulos importantes. O cristão deve possuir, bem ordenadas em sua memória, passagens que trarão conforto, esperança e lhe serão úteis nos momentos de provação.

Curriculum Vitae do Apóstolo Paulo

Conta-se que o Apóstolo Paulo enviou seu currículo para a Junta de Missões Mundiais de certa denominação, oferecendo-se para trabalhar como missionário. Depois de algumas semanas, o Secretário da Junta escreveu-lhe esta carta, justificando por que não poderia aceitá-lo.

Ao Reverendo Saulo Paulo
Missionário Independente
Roma, Itália
Caro Sr. Paulo:

Recebemos recentemente seu currículo, exemplares de seus livros e o pedido para ser sustentado pela nossa Junta como missionário na Espanha.
Adotamos a política da franqueza com todos os candidatos. Fizemos uma pesquisa exaustiva no seu caso. Para ser bem claro, estamos surpresos que o senhor tenha conseguido até aqui "passar" como missionário independente.

Soubemos que sofre de uma deficiência visual que, algumas vezes, o incapacita até para escrever. Essa certamente é uma deficiência grande para qualquer pessoa. Nossa Junta requer que o candidato tenha boa visão, ou que possa usar lentes corretoras.
Em Antioquia, o senhor provocou um entrevero com Simão Pedro, um pastor muito estimado na cidade, chegando a repreendê-lo em público. O senhor provocou tantos problemas que foi necessário convocar uma reunião especial da Junta de Apóstolos e Presbíteros em Jerusalém. Não podemos apoiar esse tipo de atitude.
Acha que é adequado para um missionário trabalhar meio-período em uma atividade secular? Soubemos que fabrica tendas para complementar seu sustento. Em sua carta à igreja de Filipos, o senhor admite que aquela é a única igreja que lhe dá algum suporte financeiro. Não entendemos o porquê, já que serviu a tantas igrejas.
É verdade que já esteve preso diversas vezes? Alguns irmãos nos disseram que passou dois anos na cadeia em Cesaréia e que também esteve preso em Roma, e em outros lugares. Não achamos adequado que um missionário da nossa Junta tenha folha corrida na Polícia.
O senhor causou tantos problemas para os artesãos em Éfeso que eles o chamavam de "o homem que virou o mundo de cabeça para baixo". Sensacionalismo é totalmente desnecessário em Missões. Deploramos, também, o vergonhoso episódio de fugir de Damasco escondido em um grande cesto.
Estamos admirados em ver sua falta de atitude conciliatória. Os homens elegantes e que sabem contemporizar não são apedrejados ou arrastados para fora dos portões da cidade, tampouco são atacados por multidões enfurecidas. Alguma vez parou para pensar que palavras mais amenas poderiam ganhar mais ouvintes? Remeto-lhe um exemplar do excelente livro "Como Ganhar os Judeus e Influenciar os Gentios", de Dálio Carnego.
Em uma de suas cartas, o senhor referencia a si mesmo como "Paulo, o velho". As normas de nossa Missão não permitem a contratação de missionários além de certa idade.
Percebemos que é dado a fantasias e visões. Em Trôade, viu "um homem da Macedônia" e em outra ocasião diz que "foi levado até o Terceiro Céu e que ouviu palavras inefáveis". Afirma ainda que viu o Senhor e que ele o confortou. Achamos que a obra de evangelização mundial requer pessoas mais realistas e de mente mais prática.
Em toda a parte por onde andou, o senhor provocou muitos problemas. Em Jerusalém, entrou em conflito com os líderes do seu próprio povo. Se alguém não consegue se relacionar bem com seu próprio povo, como pode querer servir no exterior? Dizem que tem o poder de manipular serpentes. Na ilha de Malta, ao apanhar lenha, uma víbora se enroscou no seu braço, picou-o, mas nada lhe ocorreu. Isso soa muito estranho para nós.
O senhor admite que enquanto esteve preso em Roma, "todos o esqueceram". Os homens bons nunca são esquecidos pelos seus amigos. Três excelentes irmãos, Diótrefes, Demas e Alexandre, o latoeiro, disseram-nos que acharam impossível trabalhar com o senhor e com seus planos mirabolantes.
Soubemos que teve uma discussão amarga com um colega missionário chamado Barnabé e que acabaram encerrando uma longa parceria. Palavras duras não ajudam em nada a expansão da obra de Deus.
O senhor escreveu muitas cartas às igrejas onde trabalhou como pastor. Em uma delas, acusou um dos membros de viver com a mulher de seu falecido pai, o que fez a igreja ficar muito constrangida e a excluir o pobre rapaz.
O senhor perde muito tempo falando sobre a segunda vinda de Cristo. Suas duas cartas à igreja de Tessalônica são quase totalmente devotadas a esse tema. Em nossas igrejas, raramente falamos sobre esse assunto, que consideramos de menor importância.
Analisando friamente seu ministério, vemos que é errático e de pouca duração em cada lugar. Primeiro, a Síria, depois, Chipre, vastas regiões da Turquia, Macedônia, Grécia, Itália, e agora o senhor fala em ir à Espanha. Achamos que a concentração é mais importante do que a dissipação dos esforços. Não se pode querer abraçar o mundo inteiro sozinho.
Em um sermão recente, o senhor disse "Longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de Cristo". Achamos justo que possamos nos gloriar na história da nossa denominação, no nosso orçamento unificado, no nosso Plano Cooperativo e nos esforços para criarmos a Federação Mundial das Igrejas.
Seus sermões são muito longos. Em certa ocasião, um rapaz que estava sentado em um lugar alto, adormeceu após ouvi-lo por várias horas, caiu e quase quebrou o pescoço. Já está provado que as pessoas perdem a capacidade de concentração após trinta ou quarenta minutos, no máximo. Nossa recomendação aos nossos missionários é: Levante-se, fale por trinta minutos, e feche a boca em seguida.
O Dr. Lucas nos informou que o senhor é um homem de estatura baixa, calvo, de aparência desprezível, de saúde frágil e que está sempre agitado, preocupado com as igrejas e que nem consegue dormir direito à noite. Ele nos disse que o senhor costuma levantar durante a madrugada para orar. Achamos que o ideal para um missionário é ter uma mente saudável em um corpo robusto. Uma boa noite de sono também é indispensável para garantir a disposição no trabalho no dia seguinte.
A Junta prefere enviar somente homens casados aos campos missionários. Não compreendemos nem aceitamos sua decisão de ser um celibatário permanente. Soubemos que Elimas, o Mágico, abriu uma agência matrimonial para pessoas cristãs aí em Roma e que tem nomes de excelentes mulheres solteiras e viúvas no cadastro. Talvez o senhor devesse procurá-lo.
Recentemente, o senhor escreveu a Timóteo dizendo que "lutou o bom combate". Dificilmente pode-se dizer que a luta seja algo recomendável a um missionário. Nenhuma luta é boa. Jesus veio, não para trazer a espada, mas a paz. O senhor diz "lutei contra as bestas feras em Éfeso". Que raios quer dizer com essa expressão?
Pesa-me muito dizer isto, irmão Paulo, mas em meus vinte e cinco anos de experiência, nunca encontrei um homem tão oposto às qualificações desejadas pela nossa Junta de Missões Mundiais. Se o aceitássemos, estaríamos quebrando todas as regras da prática missionária moderna.
Sinceramente,
A. Q. Cabeçadura
Secretário da Junta de Missões Mundiais


A lendária Arca de Noé

Pesquisadores chineses e turcos se reuniram para uma expedição em busca da Arca de Noé.
Segundo o pesquisador chinês, esse grande barco tem 99,9% de chance em ser a Arca de Noé, descrita na bíblia.
A madeira encontrada tem em torno de 4.800 anos.
Especialistas e funcionários governamentais concordaram que a descoberta é de grande importância. À luz dos registros históricos, eles acreditam que a explicação mais provável é que seja, realmente, a Arca de Noé e posteriores estudos científicos deverão ser realizados.
Este espantoso achado se encontra acima do nível do mar a 4.000 metros no Monte Ararat, na Turquia oriental, sob o gelo pois nenhum ser humano habitariam acima de 3.500m. A temperatura baixa e as condições ambientais dos depósitos de materiais vulcânicos da geleira ajudaram na preservação. Também explicou que a proporção em peso de material de madeira era capaz de transportar cargas de até 5 vezes o seu peso. Portanto, esta estrutura pode suportar o peso pesado sem quebrar em pedaços.
Essa descoberta seria uma notícia chocante para o mundo, se não fosse acobertada pela mídia para que essa verdade continue embaixo do gelo.


domingo, 28 de maio de 2017

Conhecendo Deus por Suas Manifestações

Graça, paz e Misericórdia daquele que vive eternamente.
Gostaria de dividir pequena porção que ganhei na quarta, dia 25.05.2017 na reunião de casa, quando vimos um pequena porção enigmática oculta no livro de Êxodo 33:12-13: E Moisés disse ao Senhor: Eis que tu me dizes: Faze subir a este povo, porém não me fazes saber a quem hás de enviar comigo; e tu disseste: Conheço-te por teu nome, também achaste graça aos meus olhos. Agora, pois, se tenho achado graça aos teus olhos, rogo-te que me faças saber O TEU CAMINHO, e conhecer-te-ei, para que ache graça aos teus olhos; e considera que esta nação é o teu povo”.
Podemos fazer várias perguntas: Moisés não conhecia os caminhos de Deus? O seu próprio nascimento já não era um milagre? O encontro com a sarça ardente não revelava o desejo de Deus? Seu retorno ao Egito, as pragas que presenciou, a saída do povo, a travessia pelo mar vermelho, a coluna de nuvem de dia e de fogo a noite, a água que saiu da rocha, o encontro no Sinai....porque depois de tudo isso Moisés ainda pedia para que Deus lhe mostrasse “O CAMINHO”?
Podemos facilmente ler a bíblia superficialmente em um ano, mas estuda-la precisamos “cavar” mais profundamente para compreender os desígnios de Deus. O que realmente Moisés pedia a Deus?
O CAMINHO, não era para saber como chegar em Canaã, mas era para conhecer o próprio Senhor, o Cristo! Em hebraico “caminho”, chama-se Derech ( ד ר ך ), podemos soletrar “Dérer” que tem como significado: “a maneira pela qual podemos chegar a presença do Criador ou o acesso ao Criador”.
A resposta da pergunta do verso 12 “... fazes saber a quem hás de enviar comigo....” está no verso 14: Disse pois: Irá a minha presença contigo para te fazer descansar”. Em hebraico, “minha presença” significa literalmente FACE. Ficaria assim: “As minhas FACES irão contigo”. Todas as vezes que a presença de Deus é apresentada como algo físico (o dedo de Deus, rosto, braço, lado de Deus, etc), é um fenômeno que chamamos de SHEKINÁ (a manifestação da Glória de Deus), assim conseguimos entender melhor a Deus. É em Cristo que o Deus Invisível se manifesta visivelmente com um corpo e uma forma.
Quando Moises pede para saber quem iria com ele e que desejava conhecer O CAMINHO, logo em seguida esse Deus se manifesta dizendo que as sua FACES, ou as suas MANIFESTAÇÕES iriam com ele, como vemos nos capítulos passados que o Senhor se revelou ao seu povo escolhido de várias formas (como rocha, coluna de fogo, etc).
Em Salmos 101:2 “Atentai-me sabiamente num caminho perfeito; Oh! quando virás ter comigo? Andarei dentro de minha casa com coração perfeito”. Melhor compreensão seria: “Oh! Quando virás ter comigo? Só terei coração no CAMINHO perfeito (Salmos 18:30a) quando vires ter comigo em minha casa”, Davi nos passa a idéia de um convidado e isso nos leva para Apocalipse 3:20 onde diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”.
Não tem como tirar textos de seu contexto. Jesus conecta todos os assuntos, Ele é o meio, é o método, é o fim de tudo o que buscamos aprender. Por isso o Messias é revelado a Moises no verso 14: “As minhas faces (a minha manifestação SHEKINÁ) andarão contigo e o Meu Consolo será para ti”.
Paulo relata sobre O CAMINHO em Atos 24:14, aqui novamente a palavra é “Dérech”, também vemos que Paulo servia ao Deus de seus antepassados (Abraão, Isaque e Jacó) e tudo o que ele ensinava estava “de acordo com a lei e os profetas”, isso é coerência no falar, ligando o antigo ao novo testamento.
Em João 14:6-7: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida...”. O Senhor se revela como O CAMINHO.
O mundo também tem o seu caminho. Qual o nosso referencial? Será que temos desejo de conhecer mais a Deus assim como Moises?
Só quando estamos na Sua PRESENÇA é que nos tornamos perfeitos (Gên.17:1).
No verso 18, Moisés novamente insiste no seu desejo: “Moisés disse ainda: Rogo-te que me mostres a tua glória”.
Seu pedido é um suicídio, ele quer ver a manifestação plena da Glória do Senhor.
Quando o Senhor fala no verso 14 dizendo que a Sua Presença iria com ele e isso lhe daria descanso continua no verso 19: “Eu farei passar toda a minha bondade diante de ti, e te proclamarei o meu nome Jeová”. O significado da palavra “passar” não é simplesmente passar por cima, porém significa “tocar”, o Senhor iria tocar em Moisés.
O “CAMINHO” continua falando a Moisés: “Disse o SENHOR a Moisés:...Não me poderá ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá....tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá” (Êxodo 33:17, 20, 23). A Bíblia não pode se contradiz conforme vemos no verso 11: E falava o Senhor a Moisés face a face, como qualquer fala com o seu amigo...”. A expressão "face a face" não é aqui utilizado para se referir a sua posição física em relação ao outro, mas a natureza íntima do discurso do Senhor com Moisés, contemplando uma figura de linguagem que indica que eles tiveram comunhão bem próxima. Deus e Moisés estavam falando um com o outro em uma conversa íntima.
Vamos considerar outras questões:
João afirmou: Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou” (João 1:18). Jesus disse: “Não que alguém tenha visto o Pai, salvo aquele que vem de Deus; este o tem visto” (João 6:46 e 5:37). Essas expressões destacam a santidade de Deus (1 Timóteo 6:16). 
Algumas vezes nas Escrituras encontramos aparições do Pai, mas nunca incluem nenhuma descrição das feições do seu rosto. Ezequiel fala de uma figura resplandecente e diz: “Esta era a aparência da glória do SENHOR” (Ezequiel 1:28). Daniel viu o “Ancião de Dias” no seu trono. Ele fala sobre o trono, a veste branca e até dos cabelos, mas não comenta nada sobre o rosto (Daniel 7:9).
Em Êxodo 24:10, está escrito: “E chegaram a ver o Deus de Israel. E sob os pés dele havia o que se parecia a um trabalho de lajes de safira e aos próprios céus quanto à pureza.” O versículo 11 explica, pois diz: “Ele não estendeu sua mão contra os homens distintos dos filhos de Israel, mas tiveram uma visão do verdadeiro Deus, e comeram e beberam.” Assim, a aparência de Deus que Moisés e os outros viram foi por meio de uma visão. Também podemos entender o que Jó disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem” (Jó 42:5). Alguns séculos depois, Deus disse de Moisés: “Boca a boca falo com ele, claramente e não por enigmas; pois ele vê a forma do SENHOR” (Números 12:8), e “Nunca mais se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face” (Deuteronômio 34:10).
Ambos viram a “forma” do Senhor, a manifestação do Senhor, pois a nossa comunhão com Deus é por intermédio do Filho. Quando Filipe pediu: “Senhor, mostra-nos o Pai”, Jesus disse: “Quem me vê a mim vê o Pai” e continuou falando sobre a importância da obediência para manter comunhão com Deus (João 14:8-9). Jesus “é a imagem do Deus invisível” e nele reside toda a plenitude de Deus (Colossenses 1:15,19 e 1 João 4:12).  
Atos 7:35, explica o que Moisés viu na sarça: A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? a este enviou Deus como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera na sarça”. Ele viu um anjo que estava representando Deus. Anjo significa mensageiro, logo o anjo estava representando Deus, assim como um oficial de justiça representa o juíz, não pela face, mas pela autoridade!

Paulo também tinha o entendimento que não era o próprio Deus quem falou com Moisés no monte Sinai, já que Deus nunca foi visto por alguém” (Jo.1:18).
Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar”. Atos 7:38
No antigo testamento, diversas vezes Deus enviava um “representante”, muitas vezes chamado de “o anjo do Senhor”; podia ser o próprio Senhor ou sua Teofania, um principio usado no antigo testamento.
A teofania é uma manifestação visível de Deus. Era quando Deus se manifestava através de algo a alguém. Quando alguém via uma teofania normalmente via algo grandioso, fora dos padrões normais. Porém, essa manifestação não era a própria imagem de Deus como se Ele estivesse sendo visto face a face. Como já mencionado, existem várias teofanias (manifestações visíveis de Deus) no antigo testamento:
1- Deus se manifestando através de uma nuvem, relâmpagos e trovões, barulho de trombeta, trazendo uma mensagem direta ao povo (Êx 19.9-25);
2- Deus manifestando-se em sonhos (Gn 28.12-17);
3- Deus manifestando-se em uma visão (Is 6.1-13);
4- Deus manifestando-se por um anjo (Êx 3.2-4.17). Etc.
Muito comum eles acharem que tinham visto Deus devido a grandeza das manifestações. Quando Moisés e o povo viram as manifestações nos relâmpagos e trovões, achavam que era o próprio Deus: "Face a face falou o SENHOR conosco, no monte, do meio do fogo." (Deuteronômio 5.4). O que eles viram foi uma manifestação de Deus no meio do fogo, mas disseram que Deus lhes falou face a face. Não se trata de um engano ou de um erro. O próprio Deus realmente estava ali naquelas manifestações, porém, não a sua "imagem", que, segundo os textos bíblicos, não pode ser vista.
Este anjo é chamado de “o anjo do Senhor”, e “o anjo da presença (ou face) de Javé” (Gn 16:7, Gn 18 - Abraão intercede com o anjo por Sodoma; Gn 22:11 - o anjo interpõe-se para impedir o sacrifício de Isaac; Gn 24:7, Gn 24:40 - Abraão manda Eliezer e promete proteção do anjo; Gn 31:11 - o anjo que aparece a Jacó diz: “Eu sou o Deus de Betel”; Gênesis 32:24, 30, Jacó viu a Deus aparecendo como um anjo - Ele não viu a Deus realmente, mas disse: “Eu vi Deus face a face”, Gn 48:15 - Jacó fala de Deus e do anjo como idênticos; Ex. 3 (Compare Atos 7:30) - o anjo aparece a Moisés na sarça ardente; Ex.13:21; 14:19 (compare Num 20:16) – Deus, ou o anjo, leva a Israel do Egito; Ex.23:20 - as pessoas são ordenados a obedecer ao anjo; Ex.32:34 com 33:17 (compare Is.63:9) - Moisés implora a presença de Deus com o Seu povo; Josué 5:13 até 6:2 - o anjo aparece a Josué; Juizes 2:1-5, o anjo fala para o povo; Jz 6:11 - o anjo aparece a Gideão. Os pais de Sansão ficaram atemorizados quando perceberam que tinham visto a Deus (Juízes 13:22), mas na verdade O tinham visto apenas como um anjo, somente Jesus era Deus em carne (João 1:1,14).
Em Ex.23:20 Deus promete enviar um anjo diante de Seu povo para levá-los à terra prometida, e eles são ordenados a obedecer-lhe e não provocá-lo “pois ele não irá perdoar sua transgressão, pois o meu nome está nele.” Assim o anjo pode perdoar pecados, o que só Deus pode fazer, porque o nome de Deus, isto é, seu caráter, e, portanto, sua autoridade, estão no anjo. Além disso, na passagem de Ex 32:34 até 33:17, Moisés intercede pelo povo após a sua primeira violação do pacto, onde Deus responde: “Eis o meu anjo que irá adiante de ti”, e imediatamente depois Deus diz: “Eu não vou subir no meio de ti”. Em resposta a mais uma súplica, Deus diz: “Minha presença irá contigo, e eu te darei descanso.” Aqui está uma distinção clara entre um anjo comum e o anjo que carrega consigo a presença de Deus. Este anjo é simplesmente um anjo com uma comissão especial ou algumas vezes é uma descida momentânea de Deus em visibilidade.
Os vencedores terão o privilégio diante do trono de Deus e do Cordeiro de contemplar a face de Deus (Salmos 11:7; 17:15). “Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face” (Apocalipse 22:3-4).  João menciona em sua visão a Majestade, Formosura do Senhor e até mesmos os olhos e a boca, mas não a face. (Apocalipse 1:14-16; 4:2-3; 5:6), porém em Mateus 17:1-2, é presentado a Moisés O CAMINHO, aquele a quem sempre desejava conhecer – Cristo Jesus!

Bibliografia