domingo, 24 de junho de 2018

Como BEREANOS


*“Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim” (Atos 17.11)*
Os bereianos ou bereanos eram os habitantes da macedônia, mas precisamente da cidade de Beréia que foram visitados pelo apostolo Paulo por volta de 52 DC.

É um ato nobre você saber julgar todas as coisas que ouve (as coisas ouvidas, não as pessoas que falaram) e reter o que é bom. Paulo ensinou isto aos próprios Tessalonicensses (I Ts. 5.21).
Os Bereanos foram considerados mais nobres porque, embora os Tessalonicensses também tenham *recebido a Palavra* (e com alegria em meio a muita tribulação – I Ts. 1.6), eles *examinaram as escrituras* para conferir o que receberam, a idéia não era criticar as palavras de Paulo, porém
A palavra grega traduzida por “receber” em português, é *“dechomai”*. Alguns dos significados dela são: Agarrar e tomar posse. Essa mesma palavra grega foi utilizada por Paulo em I Corintios 2.14, e traduzida em várias versões portuguesas como “aceitar”: *“O homem natural não ACEITA as coisas do Espírito de Deus porque lhe são loucura”.* Já os espirituais, eles “dechomai” pelo Espírito. Eles aceitam, recebem, agarram e tomam posse… pelo Espírito.
A Palavra de Deus não pode ser recebida pela mente natural, senão ficará limitada. Ela precisa ser agarrada pelo nosso espírito. Precisamos guardá-La no mais íntimo do nosso coração (espírito). Não é um filtro ou julgamento mental, mas espiritual. É por isso também que quando ouvimos um ensino fora do contexto da Palavra de Deus, percebemos um freio e um incômodo no nosso espírito. É o que chamamos de “voz da consciência”.
Como os Bereanos a recebiam, agarravam e tomavam posse da Palavra? Com avidez. O que significa: zelo, entusiasmo, inclinação, intensidade e disposição.
A minha pergunta é: Como nós temos recebido a Palavra? Lembrando-nos de que, antes de recebê-la, é necessário ouvi-la ou lê-la. Como temos ouvido-a? Como temos lido-a? É preciso avidez, zelo, entusiasmo, inclinação, intensidade e disposição. Pedro falou que devemos desejá-la como os recém-nascidos desejam o leite materno. Independente de qual é o locutor, seja “Paulo” ou “Apolo”.
Você já viu como um recém-nascido deseja o leite materno? Eu como pai já presenciei meus filhos quando bebê e estavam com fome, choram, esperneiam, gritam e continuam chorando até que sejam amamentados. Isso é fome de verdade! E é *essa fome que devemos ter para receber a Palavra de Deus*.
A ponto de, durante toda a semana, todos os dias, examinarmos, voltarmos a ler, voltarmos a ouvir, meditarmos novamente, comermos novamente aquela mesma Palavra, confirmando no nosso espírito: É isso mesmo! Isto é a verdade! Afinal, *a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, ouvir… a Palavra de Deus*.
João 5:39, *“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”* e como resposta aos saduceus, dentro deste mesmo contexto Jesus disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” Mateus 22.29
O que acho mais interessante é que, segundo Atos 17.11, os Bereanos não examinaram as Escrituras enquanto a estavam recebendo. Pode até ser que tenham feito isto, mas Lucas não registrou. A ordem foi: Receberam e Examinaram. Ou seja, recebeu e manteve o que recebeu, ou, continuou recebendo diariamente!

Volto a dizer, é necessário ter um julgamento sobre tudo o que ouvirmos, não podemos engolir qualquer ensino como sendo a Palavra de Deus. Devemos observar se aquilo *concorda com o contexto de toda a Bíblia*, se há duas ou três passagens que confirmem aquilo nas Escrituras. Entretanto, além do bom senso para *manejar bem a Palavra da verdade*, é necessário também muito cuidado para não sermos apenas excelentes juízes, porém, medíocres recebedores.
Aprendamos a receber! Independente do quanto você já conhece da Palavra de Deus, sempre haverá mais para se conhecer e sempre será necessário ouvir de novo o que já se recebeu. Mantenhamo-nos recebendo, apegando-nos com mais firmeza às verdades já ouvidas, para que delas, em tempo algum, nós nos desviemos (Hb. 2.1).

Talvez isso justifique o fato de Paulo não ter escrito nenhuma carta aos Bereianos – não era necessário, pois eram crentes que examinavam, investigavam as Escrituras, ao passo que seus vizinhos da Tessalônica receberam duas cartas.

Sejamos equilibrados!
Criticar nunca foi e nunca será uma nobreza. Mas, receber e examinar o que se recebeu é, sim, um nobre ato e uma sábia prioridade.
Que o Senhor nos guarde para nunca irmos além do que esta escrito e nem ser contenciosos.

Bibliografia:





segunda-feira, 19 de março de 2018

ESPADA


Em Gn.3:24 nos fala “e o refulgir de uma ESPADA que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida”, aqui é a primeira vez que a palavra “espada” é mencionada na bíblia. No contexto deste versículo, vemos a espada como um julgamento de Deus.
Também encontrada em Zacarias 13:7 “Desperta, ó espada, contra o Meu Pastor, e contra o Homem que é o Meu Companheiro... Fere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas...”.
O Pastor mencionado no versículo é Jesus e as ovelhas dispersas se referem aos discípulos que falharam quando Ele foi pregado na cruz. Isso nos mostra que a incansável espada do julgamento, a qual por tantas gerações barrou o pecador de aproximar-se do Deus santo, foi finalmente cravada no nosso Senhor Jesus  quando o pleno julgamento e vingança de Deus por todos os nossos pecados recaíram sobre Ele na cruz. Jesus foi castigado na cruz pelos nossos pecados.
Ao sacrificar a Si mesmo e absorver o total peso do julgamento que se destinava a você e a mim, Jesus parou a espada de julgamento que nos impedia de compartilhar da Árvore da Vida. Ele sacrificou Seu próprio corpo para abrir o caminho para a Árvore da Vida. Jesus foi condenado em nosso lugar. A cruz do Calvário se tornou a Árvore da Vida. Não há mais julgamento, culpa, condenação ou vergonha, a espada saiu e o caminho foi aberto!

Ministério da Morte


“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça (2 Coríntios 3:7-9)”.
Foram os Dez Mandamentos escritos e gravados em pedras, como sendo o “ministério da morte”!, por isso a bíblia diz no versículo anterior que “a letra mata, mas o Espírito vivifica”. A aliança da lei mata, mas a aliança da graça dá vida!
Moisés colocava o véu sobre o seu rosto porque ele não queria que as pessoas soubessem que a glória estava se afastando ou chegando ao “fim”. Moisés representava a lei, os Dez Mandamentos, o ministério da morte e da condenação.
A lei exige justiça do homem pecador, enquanto a Graça concede justiça ao homem pecador. A Palavra de Deus diz que
“a força do pecado é a lei” ( I Cor.15:56), mas também diz que “o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais sob a lei, mas sob a graça” ( Rm.6:14).

Calendário: Jesus nasceu antes do ano I


Vamos aos fatos:
1) Sabemos que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, como diz a Bíblia (Lucas 2) Mas, segundo dados históricos, Herodes morreu em 4 antes de Cristo (a.C.).
3) Herodes mandou matar os primogênitos de Belém com menos de 2 anos, o que fez com que José fugisse com Jesus e Maria para o Egito. Herodes não poderia dar uma ordem depois de morto.
Provavelmente Jesus nasceu entre 7 e 4 a.C. O que aconteceu é que o calendário cristão, que divide a história a partir do nascimento de Jesus, somente foi estabelecido em 525 d.C. a pedido do bispo João I. O abade Dionísio – “o Pequeno” – fez os cálculos para determinar a data do nascimento de Cristo, concluindo que fora no ano 754 da fundação de Roma. Errou em alguns anos, e o calendário se difundiu pela cristandade até o século XIX, quando percebeu-se o engano. Tarde demais para mudar.



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Mórmons creem em Jesus? - John Kulp

A resposta curta, porém incompleta à questão acima, é: depende do que você quer dizer com as palavras "crer" e "Jesus". Sem dúvida muitos mórmons acreditam da mesma forma que muitos nos dias de Jesus acreditavam em Seu nome quando viam os milagres que Ele fazia (João 2:23), e também como aconteceu com Simão, o mago, quando a pregação do reino de Deus em Samaria foi acompanhada de milagres e sinais (Atos 8:5-24). No entanto, uma crença carnal em uma construção intelectual ou religiosa, independente do quanto você fique impressionado pelo poder sobrenatural da Pessoa divina que fornece os blocos para a construção de tal conceito, não pode salvar sua alma do inferno e da ira de Deus.

Thomas Monson, "apóstolo" e presidente de longa data da Igreja Mórmon ("A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias") morreu esta semana aos 90 anos. Em um breve comentário sobre a vida e morte de Monson, o apologista cristão James White escreveu isto: "Deveria trazer profunda tristeza aos nossos corações pensar em quantas vezes ele pronunciou o nome 'Jesus Cristo', e em todas e cada uma delas ele estava se referindo a um personagem de ficção que não existe e nunca existiu. Ah, o impacto que tem a falsa religião!". Não precisamos entrar nas profundezas da falsa doutrina que os Mórmons detêm sobre a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, pois basta dizer que eles não O veem como o Criador incriado de todas as coisas, Aquele que é "o mesmo" eternamente (Salmo 102:27; Hebreus 1 e 13:8).

Todavia, o próprio caráter e significado da fé — ou do ato de crer — também estão em questão. Fiquei perplexo ao encontrar no site Mórmon, onde o próprio ensinamento oficial dos Mórmons tenta distinguir entre várias formas de crença ou confiança em Jesus Cristo, o seguinte texto: "Milhões de pessoas conhecem Jesus Cristo. Seria suficiente saber quem é Jesus e Seu papel no plano do Pai Celestial? Na verdade esse conhecimento é apenas o começo. Compreender e abraçar o papel de Jesus Cristo como Salvador é a chave de toda fé cristã, e exige mais do que ter uma crença teórica de que Ele viveu e realizou grandes coisas. Requer ter a confiança de que Ele realmente foi ressuscitado e que sofreu, não só a morte, mas também a dor espiritual por nossos pecados.". Um aspecto inquietante dessa citação é que ela quase pode ser lida como se tivesse sido dita por um pregador do evangelho. Existe alguma falha nessa afirmação que impediria a salvação de quem a apreende? Vamos explorar um pouco mais o que significa crer no Senhor Jesus Cristo para a salvação e a vida eterna.

Sem dúvida, e antes de tudo, o Jesus em quem é preciso confiar para se ter a vida eterna deve ser aquele revelado nas Sagradas Escrituras, e não pode ser uma falsificação ou uma construção intelectual. Mas, quanto à essência da fé que tem a Cristo como seu objeto, há pregadores cristãos que têm uma visão bastante reducionista do evangelho, apontando para João 3:16 — "quem nele crê" — quase que como uma versão evangélica da "Teoria do Tudo". É certo que qualquer um possa ser salvo ouvindo apenas este versículo em uma mensagem do evangelho, mas para entender o evangelho da graça de Deus e a natureza de "uma fé não fingida" (1 Timóteo 1:5; 2 Timóteo 1:5) exige ter mais ensinamento, tanto do Evangelho de João, quanto da Carta aos Romanos.

Por exemplo, Paulo escreve em Romanos que a justificação exige "fé no Seu sangue", além de fé em Jesus (Romanos 3:24-26). No capítulo 4:24 ele acrescenta a isso a necessidade de crer "naquele [Deus] que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor". E então, em Romanos 10:9, Paulo estipula que a salvação é obtida confessando-se com a boca e crendo "que Deus o ressuscitou dentre os mortos". João 1:12 fala de "receber" aquele que é a Luz, e em João 5:24 o Senhor acrescenta outro pré-requisito para ter a vida eterna: "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem vida eterna". Além disso, em Efésios 2:8 a fé que é requerida é declarada, não como vinda da própria pessoa, mas como sendo um dom de Deus. Ora, fica logo evidente que esse maravilhoso e multifacetado esquema de redenção realizado por Cristo e oferecido ao homem não pode ser reduzido doutrinariamente a um versículo ou frase, mesmo que um versículo como João 3:16, volto a dizer, seja capaz de salvar qualquer um que o escute pela fé.

Não podemos aqui abordar todas as facetas da redenção e de como os crentes entram no gozo de todas as suas bênçãos espirituais em Cristo pela fé. No entanto, um aspecto da fé é muitas vezes esquecido, e até mesmo rejeitado por muitos, e este é o de que a fé genuína é muito mais que o tipo de fé que alguém poderia ter nas leis da gravidade ou da astronomia, e também diferente em seu caráter. A fé deve ser o resultado de uma alma vivificada ou nascida de novo, isto é, de um "coração novo" dado soberanamente por Deus (Ezequiel 36:26). Enquanto muitos criam no nome de Jesus depois de terem visto os milagres, João imediatamente nos fala de como o Senhor Jesus não confiava neles, pois sabia o que era necessário primeiro: O novo nascimento, uma obra vivificadora nas almas dos homens. Somente então, e depois de insistir com Nicodemos que o novo nascimento era necessário para tratar "do que havia no homem" (João 2:25), é que Jesus revela a vida eterna como resultado da fé nele como proveniente de Deus. Leia de João 2:23 até 3:16, em especial conectando a passagem de João 3:2 com 2:23, a fim de obter uma compreensão do que o Senhor Jesus sabia, e do que Ele exigia como requisito para que a fé fosse eficaz para alguém ser até ser capaz de "ver (pela fé) o reino de Deus" (João 3:3).

A fé efetiva deve ter a alma nascida de novo como ponto de partida, e qualquer "fé"que seja resultado de milagres, ou qualquer "crença" decorrente da vontade do homem, continua sendo rejeitada por Deus como fruto da carne, a qual não pode agradar a Deus. Veja João 1:12-13 e Romanos 8:7-8. Não importa em quê um Mórmon moralmente correto possa acreditar; se ele não considerar a necessidade de uma fé e vida divina fundamentada numa "nova criação", o seu conhecimento de Cristo e sua fé em Cristo não passarão de uma fé "segundo a carne" (2 Coríntios 5:16-17). E se acontecer de um Mórmon ser vivificado pela graça soberana de Deus, sua fé acabará repousando naquele que "é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 João 5:20) e, sem dúvida, ele logo se afastará do falso conceito que o sistema que a "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias" estabeleceu para a crença carnal. E muitos já fizeram exatamente isso, louvado seja Deus!

John Kulp





terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CUIDADO COM O FERMENTO

Mateus, 16:6-12 “Cuidado!”, advertiu-os Jesus. “Tomem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus”.
Eles pensavam que ele estava dizendo isso porque tinham esquecido de trazer pão.
Jesus sabia o que eles estavam discutindo e perguntou-lhes: “Ó homens de tão pequena fé! Por que vocês estão preocupados por não terem comida? Vocês não entenderam ainda? Não se lembram dos cinco pães para os 5.000 e os cestos cheios que sobraram? Não se lembram dos sete pães para os 4.000 e de quantos cestos sobraram? Como poderiam ainda pensar que eu estava falando de comida? Mais uma vez eu lhes digo: Tomem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus”.
Então eles entenderam finalmente que por fermento ele queria dizer o ensino errado dos fariseus e saduceus.

Quais eram as diferenças entre Saduceus e Fariseus?
Tanto os Saduceus quanto os Fariseus eram partidos religiosos nos dias de Jesus. Ambos eram críticos [de Jesus] e ambos eram criticados por Jesus.

Os Saduceus se consideram "conservadores", como os Velhos Crentes. Isto porque eles aceitavam como autoridade apenas a Lei escrita de Moisés e rejeitavam a Revelação subsequente. Consequentemente, os Saduceus negavam muitas das doutrinas defendidas pelos Fariseus e por Jesus, inclusive a ressurreição dos mortos, a existência de anjos e espíritos, e a possibilidade de recompensa ou punição após a morte. Os Saduceus entendiam que estas crenças eram corrupções zoroástricas da autêntica fé de Israel.

Embora fosse partido religioso, os Saduceus eram mais importantes como força política. Representavam a aristocracia sacerdotal e a estrutura de poder em Israel. Para eles, as atividades da religião centralizavam-se principalmente em torno do Templo.

Por outro lado, os Fariseus eram um grupo leigo, representando mais o homem comum. Em acréscimo à Lei escrita de Moisés, os Fariseus aceitavam como autoridade o restante daquilo que para nós chama-se "Antigo Testamento", além da "tradição dos anciãos".

E embora os Saduceus entendessem que a adoração no Templo era o principal foco da Lei, os Fariseus acreditavam que isto era apenas um entre muitos componentes da devida observância mosaica. Era sobre a interpretação da Lei e como a compreendiam no sentido de autêntica tradição de Israel que Jesus e os Fariseus discordavam.

Após a destruição do Templo em 70 d.C., o Judaísmo Saduceu desapareceu e o Judaísmo Farisaico tornou-se dominante. É, pois, dos Fariseus que o Judaísmo de hoje procede primariamente.

domingo, 12 de novembro de 2017

Conhecimento, Entendimento e Sabedoria

Esse estudo da Palavra de Deus foi dividida em 4 reuniões na região de Novo Hamburgo/RS em que em uma reunião normal dos santos buscamos como base para essa comunhão Pv.2:6. Buscamos compreender o que era sabedoria, conhecimento e entendimento: Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento”.
Como é importante de se ter conhecimento de Deus, de acordo com Oséias 4:6, o povo não é destruído não por causa do pecado, mas por causa da falta do conhecimento e porque rejeitou aprender, saber mais.
Primeiro precisamos saber que nosso conhecimento é em parte, sabemos aquilo que o Senhor quer nos revelar conforme I Cor.13:9-10, mas que um dia tudo nos será revelado.
Além disso, somente podemos conhecer de Deus aquilo que Ele manifesta conforme Romanos 1:19 porque se não poderíamos ficar com medo ou confusos.
Em Salmos 139:1-6, Davi começa a exaltar a Deus, mas quando chega ao verso 6, ele percebe que a ciência de conhecer a Deus é muito alta, mas graças pela revelação lemos Oséias 6:3  que diz que aprender das coisas de Deus é um processo contínuo. Nunca saberemos tudo, precisamos estar buscando cada vez mais.
Na ultima reunião vimos que o único ensino que permanecera para eternidade não é a educação continua do conhecimento técnico de uma escola, mas a busca em conhecer ao nosso Deus, por isso podemos conhecer Deus na LEITURA DA PALAVRA como Daniel fazia no capitulo 9 verso 2, usou o intelecto e estudou os livros, o mesmo fez Paulo em II Tm.4:13, ele lia, pesquisava a Palavra por ser fonte de conhecimento.
Salmos 1, verso 2 nos ensina a meditar (pensar, analisar, pesquisar, ruminar no grego), até compreender de todas as formas aquilo que estamos lendo. Precisamos ler usando o entendimento, mente.
Salmos 27:4 nos ensina que aprendemos com a igreja, nos reunindo, nos congregando. Aprendemos que a igreja não é algo físico, mas orgânico, formado por pessoas vivas. Na COMUNHÃO aprendemos a conhecer a Deus.
A ORAÇÃO é outro meio de obter conhecimento de Deus, No diálogo com o Senhor eu aprendo a ouvir o que eu falo, aprendo a ouvir Deus, pois oração não é monólogo, e aprendo o quanto eu sei da Palavra, o quanto da Palavra eu falo ao Senhor, se o conteúdo das minhas orações é a Palavra de Deus ou são palavras de lamentações. Oração é o falar de Deus ao meu espírito. “Orai sem cessar”. 1 Ts.5:17
REVELAÇÃO é outro modo de conhecer a Deus revela o que Ele quer a quem Ele quer e como Ele quer. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência”. 1 Coríntios 12:8
Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele me disse, e fez-me saber a interpretação das coisas”. Daniel 7:16
E por último as EXPERIÊNCIAS DIÁRIAS com Deus nos levam a conhece-LO - II Tm.3:11 e Rm.5:3

Falta de entendimento nos causa perdas
1-Prisão - Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede. Isaías 5:13
2-Descontentamento - Oséias 4:1 “uma contenda com os habitantes da terra; porque na terra não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Deus”.
3-Destruição dos que estão em nossa volta - Verso 3
4-Destruição pessoal – v.6

O que o conhecimento produz
1-Preparação - I Pe.3:15
2-Nos livra das heresias  - Mt.22:29
3-O conhecimento nos livra de ficarmos acomodados, quanto mais conhecemos mais crescemos, mas buscamos mais amadurecemos - Lc.2:52
4-Produz multiplicação de Graça e Paz - II Pe.1:2
5-Libertação – João 8:31-32
6-Produz vida eterna - João 17:2-3
Finalizamos com Juízes 2:10 – uma geração nova depois de Josué não sabiam daquilo que o Senhor havia feito as gerações passadas, o porque da existência e da conquista de Canaã, as maravilhas no deserto e os livramentos, porque não foram ensinados....aquela geração não havia sido ensinada sobre QUEM ERA DEUS, eles não tinham conhecimento de quem era o Senhor!
Hoje continuaremos sobre esse texto e veremos a importância de se conhecer a Deus e ter uma experiência pessoal com Ele.
O Senhor precisa ser o teu Deus pessoal e intimo, embora seja Deus do Universo ou da igreja, precisa haver uma intimidade pessoal, em Fp. 4:19, Paulo fala “O meu Deus...” e em II Tm.1:12 ele diz que sabe em quem tem crido, isso mostra confiança, baseado num relacionamento pessoal com o Senhor.
A maior fonte de conhecimento de Deus é a Escritura. Precisamos dar a ela a prioridade - Salmos 119:130 e 97
Em Jó 19:25, vemos a expressão da sabedoria, embora os próximos capítulos continuasse a se defender diante de seus amigos e se justificar diante de Deus; somente no último capítulo 42:5-6 há um confessar de arrependimento.
Precisamos nesse relacionamento de conhecer ao Senhor, saber que é Ele quem nos supre a todo o momento, mesmo que tudo nos falte ao redor. Devemos confiar e também nos alegrar – Habaq.3:17-19
Vimos também que as melhores experiências são aquelas que nos levam a pratica da Palavra de Deus, orando, evangelizando “amando ao próximo” Mt.7:24
Esse é o caminho!
Conhecimento se transfere, mas experiência, somente passamos a informação, porque ela tem que ser vivida, e a geração de Juízes 2:10 não buscou isso diante do Senhor, eles O abandonaram (verso 12)
Jeremias 2:11 declara que deixando ao Senhor também nos sujeitaremos a outras coisas, como aquela geração em Juizes 2, verso 13 e seguiremos Baal e Astarote (deuses dos cananeus, deuses masculinos e femininos da fertilidade, da prostituição e da promiscuidade. Juízes 2:20 por não darem ouvidos ao Senhor, passaram a servir outros deuses.
Provérbios 4:5-7 diz: “Adquire sabedoria, adquire inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca. Não a abandones e ela te guardará; ama-a, e ela te protegerá. A sabedoria é a coisa principal; adquire pois a sabedoria, emprega tudo o que possuis na aquisição de entendimento”. Isso requer buscarmos ao Senhor que é a nossa fonte de sabedoria e conhecimento. Somos responsáveis por nossas ações (Romanos 14:12). Em Juízes 2:14-15, o Senhor proveu um caminho para trazer o povo de volta à Ele (Juízes 2:14-15).
O verso 16 de Juízes 2 nos direciona para Lamentações 3:22 onde o Deus da Misericórdia se manifesta. Todas as vezes que o Senhor volta atrás de uma sentença é porque tem em seus atributos a misericórdia.
1 Pedro 5:6 “Sendo assim, humilhai-vos sob a poderosa mão de Deus”.
O povo passou 400 anos nessa vida cíclica: pecado, arrependimento e salvação; pecado, arrependimento e salvação.
Muitos dizem conhecer a Deus, mas nós devemos ir além do apenas saber a respeito de Deus ou obter informação sobre Deus. Jonas, por exemplo, tinha conhecimento de Deus, mas não de forma íntima e muito menos a si mesmo.
Quando confrontado pelos marinheiros do barco ele disse que o Deus que ele servia fez o mar, (Jonas 1:9) mas ele foge desse Deus pelo mar, é incoerente, inconsistente esse pensamento! Não é assim que às vezes vivemos? Pregamos aos outros, mas nós mesmos fazemos o contrário. Depois no capítulo 2 relata que ao Senhor pertence a salvação e no capítulo 4 que o Senhor é compassivo, mas nem um momento clama pela salvação dos que estão em sua volta, nem pela compaixão de Deus diante da tempestade do barco. Ele “conhece” a Deus, mas não tem revelação de quem é esse Deus, serve-O de forma religiosa.
Quando um hebreu diz que conhece sua esposa, se refere a ela na sua intimidade, quando dizemos que conhecemos o Senhor, também precisa ser de forma íntima. Salmos 25:14  “a intimidade do Senhor é para os que o temem”.
Jesus em João 17:3“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste.” O termo “conhecer” nas Escrituras muitas vezes tem um sentido que vai além do básico de simplesmente ter conhecimento intelectual de algo ou de alguém, expressa uma relação pessoal entre o que conhece e o que é conhecido.
Provérbios 3:5-6 exorta: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.”
Nesse contexto a palavra “reconhecer” ou “conhecer” vem do verbo hebraico Yadha que foi traduzido em grego, pela LXX, com o verbo ginoskein/ginoskw representando, portanto uma grande variedade de significados. O conhecer da filosofia grega é mais abstrato, enquanto que o conhecer do hebraico é mais prático e experimental, não está essencialmente ligado à atividade mental ou mero relacionamento cognitivo e sim de uma experiência de envolvimento intenso, envolvendo as emoções, contato, intimidade, etc.
Sobre o rei Josias, Deus disse por meio de seu profeta: “Julgou a causa do pobre e necessitado; então lhe sucedeu bem. Porventura não é isso conhecer-me? diz o Senhor.” (Jeremias 22:16).
Estes comentários esclarecem a ligação estreita que Provérbios 3:5-6 estabelece entre confiar e conhecer a Deus. “Conhecer Deus” é ter um relacionamento vital com ele e isso O agrada (Jer. 22:16; Os. 6:6, Sal. 36:10).
Davi compartilhou com Salomão a experiência que aprendeu por andar com o Senhor – I Crônicas 28:9 e em Atos 2:25 “Porque dele fala Davi: Sempre via diante de mim o Senhor” e Moisés pelas suas experiências também via ao Senhor Heb. 11:27.
Por meio de Jeremias, Deus repreendeu os líderes religiosos de Israel: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram.” (Jer. 2:8). Certamente, os sacerdotes e outras pessoas que “tratavam da lei” reconheciam a existência e o poder de Deus, com certeza tinham o conhecimento intelectual da lei de Deus, provavelmente também reconheciam publicamente a validade dela – mas eles não conheciam ao Deus que a deu: eles não amavam, nem honravam, nem confiavam em Deus (compare com Jer 4:22; 9:3, 6, 23-24, Os. 8:1-3).
O mesmo ocorria nos dias de Jesus (João 7:28, 29; 8:15, compare com 5:44), também em Mateus 7:23 sobre fazer obras sem o Senhor ter relações com elas: “Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.”
Em 2 Coríntios 5:21 afirma que o Senhor “não conheceu pecado”, não significa que ele não tinha conhecimento intelectual do pecado, e sim que Jesus não teve qualquer negociação, intimidade, envolvimento com o pecado.
Em 2 Tim 1:12, o apóstolo Paulo pôde dizer: “Por esta mesma causa eu também sofro essas coisas, mas não me envergonho. Pois conheço aquele em quem tenho crido e estou confiante em que ele é capaz de guardar o que lhe confiei, até aquele dia.” Paulo havia experimentado várias vezes a veracidade de Deus e de suas promessas (2 Cor 4:7; Fil. 4:12, 13; 2 Tim 4:16-19).
Salmo 139 nos surpreende com o conhecimento de Deus, causando um impacto em Davi. Podemos dividir em 4 partes: dos versos 1-6 relata a Onisciência de Deus, versos 7-12 fala de Deus como Onipresente e nos versos 13 a 18 fala de Deus como Criador. No verso 1 Davi expressa o quanto sabe, conhece e tem experiências do quanto o Senhor sabe todas as coisas, do quanto sabe a nossa história. Ele o sonda, perscruta, vai lá no fundo, por isso é Onisciente. É algo muito pessoal, intimo. O Senhor conhece a vida ativa de Davi e também a vida passiva, ele parece brincar entre o verso 2 e 3 Tu sabes o meu assentar e o meu levantare depois muda a posição no verso 3: “Esquadrinha o meu andar, e o meu deitar. Ainda no verso 2 fala de “de longe, penetras o meu pensamento”, falando também do Senhor o conhecer exteriormente e interiormente.
Embora o Senhor habite no mais sublime Trono também tem interesse em habitar nele, pois Ele é Onisciente. O Senhor sonda corações conforme o verso 4, nem precisa ouvir falarmos: “Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces”.
Davi percebe nos versos 7-9 que pelo fato do Senhor ser Onipresente não tem como fugir: Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?”.
Foi o que Jó, Jonas, Pedro e tantos outros tentaram fazer até conhecerem plenamente ao Senhor, por isso Paulo diz em Efésios 3:18-19 que o amor do Senhor excede todo o entendimento da compreensão humana.
Mais de 30 vezes Davi faz menção de si mesmo: “Deus não é somente Onisciente, mas ele me conhece, Ele não somente esta presente em todo o lugar, Ele esta presente em minha vida, Ele não somente fez todas as coisas, Ele me fez pessoalmente e me viu desenvolver-me...”, esse conhecimento é pessoal para Davi. Temos a impressão que ele se dobra diante do Senhor e o adora (verso 6 e 14), assim como Paulo fez no final do capítulo 11 em Romanos, porque Deus é encantador e maravilhoso para ele.
Davi termina o Salmo pedindo que o Senhor o sonde, pois não confiava em si mesmo: Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos”, verso 23-24.
O apóstolo Pedro em sua segunda carta, capítulo 3, verso 18 os faz uma advertência: “ANTES crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”.
Como um homem medroso como Pedro que negou o Senhor Jesus e em Atos 4 fala que não teme a homens e no capítulo 10 vive sem divisão ou sem a escolha de quem deve ou não ser salvo (verso 9-29)? Somente há uma resposta para isso, o mesmo que aconteceu em 2 Reis 4:38-40, onde colocíntidas foram cozidas junto com um alimento sem conhecimento de serem venenosas e dadas a comer aos discípulos dos profetas - por fora eram como maças, por dentro...venenosas.
Assim como Pedro muitas vezes nos falta o conhecimento da vontade do Senhor. Qual foi a solução? Verso 41 “Então Eliseu pediu um pouco de farinha, colocou no caldeirão e disse: "Sirvam a todos". E já não havia mais perigo no caldeirão”. O Senhor representa o trigo moído, por isso precisamos voltar a Palavra, voltar às escrituras para conhecermos mais da vontade do Senhor. Não pode haver verdadeira adoração de Deus, onde não há conhecimento de Deus, Êxodo 5:2 o faraó respondeu: "Quem é o Senhor, para que eu lhe obedeça e deixe Israel sair? Não conheço o Senhor, e não deixarei Israel sair".
O mesmo ocorre em João 9.35-36 Jesus ouviu que o haviam expulsado, e, ao encontrá-lo, disse: "Você crê no Filho do homem”? “Perguntou o homem: Quem é ele, Senhor, para que eu nele creia?”, uma resposta sábia a pergunta de Jesus, como crer em algo que não conhecemos? Nosso futuro está escrito nas Escrituras: "Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração" (Hebreus 4.12) e o Senhor diz: "assim também ocorre com a palavra que sai da minha boca: Ela não voltará para mim vazia, mas fará o que desejo e atingirá o propósito para o qual a enviei." (Isaías 55.11) e ainda: "A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho." (Salmos 119:105). Tanto conhecimento a nossa disposição e perdemos tanto tempo com coisas infrutíferas e até venenosas. Que Deus tenha misericórdia de nós para que possamos ver tamanha riqueza ao alcance de nossas mãos. “Jesus lhe respondeu: Se você conhecesse o dom de Deus e quem lhe está pedindo água, você lhe teria pedido e ele lhe teria dado água viva" (João 4:10).
Finalizo com Jeremias 2:13 “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água." Amém