domingo, 24 de junho de 2018

Qual é a condição necessária para experimentar as riquezas do Senhor?


Qual é a condição necessária para experimentar as riquezas do Senhor?
Se quisermos ser cheios com as riquezas do Senhor continuamente, temos que estar vazios continuamente. A experiência de se esvaziar é uma experiência de aprofundamento contínuo. Portanto, nunca podemos dizer que estamos completamente vazios ou que não podemos estar mais vazios. Irmãos e irmãs, nós precisamos ser esvaziados dia após dia, mês após mês, e anos após anos. Devemos estar vazios agora, mas depois de algum tempo precisaremos uma obra de mais esvaziamento. Não devemos pensar que uma vez que estejamos vazios, estaremos vazios para sempre. Nós também não devemos pensar que uma vez que estejamos cheios, estaremos cheios para sempre. Devemos ter um conhecimento mais profundo de nós mesmos, e devemos ter um conhecimento mais profundo das riquezas do Senhor.

Lucas 1:53 nos mostra que a graça de Deus está reservada para um tipo de pessoa – uma pessoa faminta. Se uma pessoa vai à reunião apenas com o propósito de observar e ouvir, ela não verá nada e não ouvirá nada. Se tudo o que uma pessoa quer é algum conhecimento bíblico, seus verdadeiros problemas espirituais não serão sanados. Apenas aqueles com uma necessidade interior de pressão e aqueles que estão determinados a encontrar a Deus receberão Sua bênção. Devemos perceber que o progresso espiritual está baseado em nossa fome. Mateus 5:6 diz: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.” Os que têm fome e sede serão saciados; eles são os que são abençoados.

Como BEREANOS


*“Ora, estes eram mais nobres do que os de Tessalônica, porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim” (Atos 17.11)*
Os bereianos ou bereanos eram os habitantes da macedônia, mas precisamente da cidade de Beréia que foram visitados pelo apostolo Paulo por volta de 52 DC.

É um ato nobre você saber julgar todas as coisas que ouve (as coisas ouvidas, não as pessoas que falaram) e reter o que é bom. Paulo ensinou isto aos próprios Tessalonicensses (I Ts. 5.21).
Os Bereanos foram considerados mais nobres porque, embora os Tessalonicensses também tenham *recebido a Palavra* (e com alegria em meio a muita tribulação – I Ts. 1.6), eles *examinaram as escrituras* para conferir o que receberam, a idéia não era criticar as palavras de Paulo, porém
A palavra grega traduzida por “receber” em português, é *“dechomai”*. Alguns dos significados dela são: Agarrar e tomar posse. Essa mesma palavra grega foi utilizada por Paulo em I Corintios 2.14, e traduzida em várias versões portuguesas como “aceitar”: *“O homem natural não ACEITA as coisas do Espírito de Deus porque lhe são loucura”.* Já os espirituais, eles “dechomai” pelo Espírito. Eles aceitam, recebem, agarram e tomam posse… pelo Espírito.
A Palavra de Deus não pode ser recebida pela mente natural, senão ficará limitada. Ela precisa ser agarrada pelo nosso espírito. Precisamos guardá-La no mais íntimo do nosso coração (espírito). Não é um filtro ou julgamento mental, mas espiritual. É por isso também que quando ouvimos um ensino fora do contexto da Palavra de Deus, percebemos um freio e um incômodo no nosso espírito. É o que chamamos de “voz da consciência”.
Como os Bereanos a recebiam, agarravam e tomavam posse da Palavra? Com avidez. O que significa: zelo, entusiasmo, inclinação, intensidade e disposição.
A minha pergunta é: Como nós temos recebido a Palavra? Lembrando-nos de que, antes de recebê-la, é necessário ouvi-la ou lê-la. Como temos ouvido-a? Como temos lido-a? É preciso avidez, zelo, entusiasmo, inclinação, intensidade e disposição. Pedro falou que devemos desejá-la como os recém-nascidos desejam o leite materno. Independente de qual é o locutor, seja “Paulo” ou “Apolo”.
Você já viu como um recém-nascido deseja o leite materno? Eu como pai já presenciei meus filhos quando bebê e estavam com fome, choram, esperneiam, gritam e continuam chorando até que sejam amamentados. Isso é fome de verdade! E é *essa fome que devemos ter para receber a Palavra de Deus*.
A ponto de, durante toda a semana, todos os dias, examinarmos, voltarmos a ler, voltarmos a ouvir, meditarmos novamente, comermos novamente aquela mesma Palavra, confirmando no nosso espírito: É isso mesmo! Isto é a verdade! Afinal, *a fé vem pelo ouvir, e o ouvir, ouvir, ouvir, ouvir, ouvir… a Palavra de Deus*.
João 5:39, *“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam”* e como resposta aos saduceus, dentro deste mesmo contexto Jesus disse: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” Mateus 22.29
O que acho mais interessante é que, segundo Atos 17.11, os Bereanos não examinaram as Escrituras enquanto a estavam recebendo. Pode até ser que tenham feito isto, mas Lucas não registrou. A ordem foi: Receberam e Examinaram. Ou seja, recebeu e manteve o que recebeu, ou, continuou recebendo diariamente!

Volto a dizer, é necessário ter um julgamento sobre tudo o que ouvirmos, não podemos engolir qualquer ensino como sendo a Palavra de Deus. Devemos observar se aquilo *concorda com o contexto de toda a Bíblia*, se há duas ou três passagens que confirmem aquilo nas Escrituras. Entretanto, além do bom senso para *manejar bem a Palavra da verdade*, é necessário também muito cuidado para não sermos apenas excelentes juízes, porém, medíocres recebedores.
Aprendamos a receber! Independente do quanto você já conhece da Palavra de Deus, sempre haverá mais para se conhecer e sempre será necessário ouvir de novo o que já se recebeu. Mantenhamo-nos recebendo, apegando-nos com mais firmeza às verdades já ouvidas, para que delas, em tempo algum, nós nos desviemos (Hb. 2.1).

Talvez isso justifique o fato de Paulo não ter escrito nenhuma carta aos Bereianos – não era necessário, pois eram crentes que examinavam, investigavam as Escrituras, ao passo que seus vizinhos da Tessalônica receberam duas cartas.

Sejamos equilibrados!
Criticar nunca foi e nunca será uma nobreza. Mas, receber e examinar o que se recebeu é, sim, um nobre ato e uma sábia prioridade.
Que o Senhor nos guarde para nunca irmos além do que esta escrito e nem ser contenciosos.

Bibliografia:





segunda-feira, 19 de março de 2018

ESPADA


Em Gn.3:24 nos fala “e o refulgir de uma ESPADA que se revolvia, para guardar o caminho da árvore da vida”, aqui é a primeira vez que a palavra “espada” é mencionada na bíblia. No contexto deste versículo, vemos a espada como um julgamento de Deus.
Também encontrada em Zacarias 13:7 “Desperta, ó espada, contra o Meu Pastor, e contra o Homem que é o Meu Companheiro... Fere o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas...”.
O Pastor mencionado no versículo é Jesus e as ovelhas dispersas se referem aos discípulos que falharam quando Ele foi pregado na cruz. Isso nos mostra que a incansável espada do julgamento, a qual por tantas gerações barrou o pecador de aproximar-se do Deus santo, foi finalmente cravada no nosso Senhor Jesus  quando o pleno julgamento e vingança de Deus por todos os nossos pecados recaíram sobre Ele na cruz. Jesus foi castigado na cruz pelos nossos pecados.
Ao sacrificar a Si mesmo e absorver o total peso do julgamento que se destinava a você e a mim, Jesus parou a espada de julgamento que nos impedia de compartilhar da Árvore da Vida. Ele sacrificou Seu próprio corpo para abrir o caminho para a Árvore da Vida. Jesus foi condenado em nosso lugar. A cruz do Calvário se tornou a Árvore da Vida. Não há mais julgamento, culpa, condenação ou vergonha, a espada saiu e o caminho foi aberto!

Ministério da Morte


“E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, se revestiu de glória, a ponto de os filhos de Israel não poderem fitar a face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, ainda que desvanecente, como não será de maior glória o ministério do Espírito! Porque, se o ministério da condenação foi glória, em muito maior proporção será glorioso o ministério da justiça (2 Coríntios 3:7-9)”.
Foram os Dez Mandamentos escritos e gravados em pedras, como sendo o “ministério da morte”!, por isso a bíblia diz no versículo anterior que “a letra mata, mas o Espírito vivifica”. A aliança da lei mata, mas a aliança da graça dá vida!
Moisés colocava o véu sobre o seu rosto porque ele não queria que as pessoas soubessem que a glória estava se afastando ou chegando ao “fim”. Moisés representava a lei, os Dez Mandamentos, o ministério da morte e da condenação.
A lei exige justiça do homem pecador, enquanto a Graça concede justiça ao homem pecador. A Palavra de Deus diz que
“a força do pecado é a lei” ( I Cor.15:56), mas também diz que “o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais sob a lei, mas sob a graça” ( Rm.6:14).

Calendário: Jesus nasceu antes do ano I


Vamos aos fatos:
1) Sabemos que Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, como diz a Bíblia (Lucas 2) Mas, segundo dados históricos, Herodes morreu em 4 antes de Cristo (a.C.).
3) Herodes mandou matar os primogênitos de Belém com menos de 2 anos, o que fez com que José fugisse com Jesus e Maria para o Egito. Herodes não poderia dar uma ordem depois de morto.
Provavelmente Jesus nasceu entre 7 e 4 a.C. O que aconteceu é que o calendário cristão, que divide a história a partir do nascimento de Jesus, somente foi estabelecido em 525 d.C. a pedido do bispo João I. O abade Dionísio – “o Pequeno” – fez os cálculos para determinar a data do nascimento de Cristo, concluindo que fora no ano 754 da fundação de Roma. Errou em alguns anos, e o calendário se difundiu pela cristandade até o século XIX, quando percebeu-se o engano. Tarde demais para mudar.



segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Mórmons creem em Jesus? - John Kulp

A resposta curta, porém incompleta à questão acima, é: depende do que você quer dizer com as palavras "crer" e "Jesus". Sem dúvida muitos mórmons acreditam da mesma forma que muitos nos dias de Jesus acreditavam em Seu nome quando viam os milagres que Ele fazia (João 2:23), e também como aconteceu com Simão, o mago, quando a pregação do reino de Deus em Samaria foi acompanhada de milagres e sinais (Atos 8:5-24). No entanto, uma crença carnal em uma construção intelectual ou religiosa, independente do quanto você fique impressionado pelo poder sobrenatural da Pessoa divina que fornece os blocos para a construção de tal conceito, não pode salvar sua alma do inferno e da ira de Deus.

Thomas Monson, "apóstolo" e presidente de longa data da Igreja Mórmon ("A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias") morreu esta semana aos 90 anos. Em um breve comentário sobre a vida e morte de Monson, o apologista cristão James White escreveu isto: "Deveria trazer profunda tristeza aos nossos corações pensar em quantas vezes ele pronunciou o nome 'Jesus Cristo', e em todas e cada uma delas ele estava se referindo a um personagem de ficção que não existe e nunca existiu. Ah, o impacto que tem a falsa religião!". Não precisamos entrar nas profundezas da falsa doutrina que os Mórmons detêm sobre a Pessoa do Senhor Jesus Cristo, pois basta dizer que eles não O veem como o Criador incriado de todas as coisas, Aquele que é "o mesmo" eternamente (Salmo 102:27; Hebreus 1 e 13:8).

Todavia, o próprio caráter e significado da fé — ou do ato de crer — também estão em questão. Fiquei perplexo ao encontrar no site Mórmon, onde o próprio ensinamento oficial dos Mórmons tenta distinguir entre várias formas de crença ou confiança em Jesus Cristo, o seguinte texto: "Milhões de pessoas conhecem Jesus Cristo. Seria suficiente saber quem é Jesus e Seu papel no plano do Pai Celestial? Na verdade esse conhecimento é apenas o começo. Compreender e abraçar o papel de Jesus Cristo como Salvador é a chave de toda fé cristã, e exige mais do que ter uma crença teórica de que Ele viveu e realizou grandes coisas. Requer ter a confiança de que Ele realmente foi ressuscitado e que sofreu, não só a morte, mas também a dor espiritual por nossos pecados.". Um aspecto inquietante dessa citação é que ela quase pode ser lida como se tivesse sido dita por um pregador do evangelho. Existe alguma falha nessa afirmação que impediria a salvação de quem a apreende? Vamos explorar um pouco mais o que significa crer no Senhor Jesus Cristo para a salvação e a vida eterna.

Sem dúvida, e antes de tudo, o Jesus em quem é preciso confiar para se ter a vida eterna deve ser aquele revelado nas Sagradas Escrituras, e não pode ser uma falsificação ou uma construção intelectual. Mas, quanto à essência da fé que tem a Cristo como seu objeto, há pregadores cristãos que têm uma visão bastante reducionista do evangelho, apontando para João 3:16 — "quem nele crê" — quase que como uma versão evangélica da "Teoria do Tudo". É certo que qualquer um possa ser salvo ouvindo apenas este versículo em uma mensagem do evangelho, mas para entender o evangelho da graça de Deus e a natureza de "uma fé não fingida" (1 Timóteo 1:5; 2 Timóteo 1:5) exige ter mais ensinamento, tanto do Evangelho de João, quanto da Carta aos Romanos.

Por exemplo, Paulo escreve em Romanos que a justificação exige "fé no Seu sangue", além de fé em Jesus (Romanos 3:24-26). No capítulo 4:24 ele acrescenta a isso a necessidade de crer "naquele [Deus] que dentre os mortos ressuscitou a Jesus nosso Senhor". E então, em Romanos 10:9, Paulo estipula que a salvação é obtida confessando-se com a boca e crendo "que Deus o ressuscitou dentre os mortos". João 1:12 fala de "receber" aquele que é a Luz, e em João 5:24 o Senhor acrescenta outro pré-requisito para ter a vida eterna: "Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem vida eterna". Além disso, em Efésios 2:8 a fé que é requerida é declarada, não como vinda da própria pessoa, mas como sendo um dom de Deus. Ora, fica logo evidente que esse maravilhoso e multifacetado esquema de redenção realizado por Cristo e oferecido ao homem não pode ser reduzido doutrinariamente a um versículo ou frase, mesmo que um versículo como João 3:16, volto a dizer, seja capaz de salvar qualquer um que o escute pela fé.

Não podemos aqui abordar todas as facetas da redenção e de como os crentes entram no gozo de todas as suas bênçãos espirituais em Cristo pela fé. No entanto, um aspecto da fé é muitas vezes esquecido, e até mesmo rejeitado por muitos, e este é o de que a fé genuína é muito mais que o tipo de fé que alguém poderia ter nas leis da gravidade ou da astronomia, e também diferente em seu caráter. A fé deve ser o resultado de uma alma vivificada ou nascida de novo, isto é, de um "coração novo" dado soberanamente por Deus (Ezequiel 36:26). Enquanto muitos criam no nome de Jesus depois de terem visto os milagres, João imediatamente nos fala de como o Senhor Jesus não confiava neles, pois sabia o que era necessário primeiro: O novo nascimento, uma obra vivificadora nas almas dos homens. Somente então, e depois de insistir com Nicodemos que o novo nascimento era necessário para tratar "do que havia no homem" (João 2:25), é que Jesus revela a vida eterna como resultado da fé nele como proveniente de Deus. Leia de João 2:23 até 3:16, em especial conectando a passagem de João 3:2 com 2:23, a fim de obter uma compreensão do que o Senhor Jesus sabia, e do que Ele exigia como requisito para que a fé fosse eficaz para alguém ser até ser capaz de "ver (pela fé) o reino de Deus" (João 3:3).

A fé efetiva deve ter a alma nascida de novo como ponto de partida, e qualquer "fé"que seja resultado de milagres, ou qualquer "crença" decorrente da vontade do homem, continua sendo rejeitada por Deus como fruto da carne, a qual não pode agradar a Deus. Veja João 1:12-13 e Romanos 8:7-8. Não importa em quê um Mórmon moralmente correto possa acreditar; se ele não considerar a necessidade de uma fé e vida divina fundamentada numa "nova criação", o seu conhecimento de Cristo e sua fé em Cristo não passarão de uma fé "segundo a carne" (2 Coríntios 5:16-17). E se acontecer de um Mórmon ser vivificado pela graça soberana de Deus, sua fé acabará repousando naquele que "é o verdadeiro Deus e a vida eterna" (1 João 5:20) e, sem dúvida, ele logo se afastará do falso conceito que o sistema que a "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias" estabeleceu para a crença carnal. E muitos já fizeram exatamente isso, louvado seja Deus!

John Kulp





terça-feira, 16 de janeiro de 2018

CUIDADO COM O FERMENTO

Mateus, 16:6-12 “Cuidado!”, advertiu-os Jesus. “Tomem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus”.
Eles pensavam que ele estava dizendo isso porque tinham esquecido de trazer pão.
Jesus sabia o que eles estavam discutindo e perguntou-lhes: “Ó homens de tão pequena fé! Por que vocês estão preocupados por não terem comida? Vocês não entenderam ainda? Não se lembram dos cinco pães para os 5.000 e os cestos cheios que sobraram? Não se lembram dos sete pães para os 4.000 e de quantos cestos sobraram? Como poderiam ainda pensar que eu estava falando de comida? Mais uma vez eu lhes digo: Tomem cuidado com o fermento dos fariseus e dos saduceus”.
Então eles entenderam finalmente que por fermento ele queria dizer o ensino errado dos fariseus e saduceus.

Quais eram as diferenças entre Saduceus e Fariseus?
Tanto os Saduceus quanto os Fariseus eram partidos religiosos nos dias de Jesus. Ambos eram críticos [de Jesus] e ambos eram criticados por Jesus.

Os Saduceus se consideram "conservadores", como os Velhos Crentes. Isto porque eles aceitavam como autoridade apenas a Lei escrita de Moisés e rejeitavam a Revelação subsequente. Consequentemente, os Saduceus negavam muitas das doutrinas defendidas pelos Fariseus e por Jesus, inclusive a ressurreição dos mortos, a existência de anjos e espíritos, e a possibilidade de recompensa ou punição após a morte. Os Saduceus entendiam que estas crenças eram corrupções zoroástricas da autêntica fé de Israel.

Embora fosse partido religioso, os Saduceus eram mais importantes como força política. Representavam a aristocracia sacerdotal e a estrutura de poder em Israel. Para eles, as atividades da religião centralizavam-se principalmente em torno do Templo.

Por outro lado, os Fariseus eram um grupo leigo, representando mais o homem comum. Em acréscimo à Lei escrita de Moisés, os Fariseus aceitavam como autoridade o restante daquilo que para nós chama-se "Antigo Testamento", além da "tradição dos anciãos".

E embora os Saduceus entendessem que a adoração no Templo era o principal foco da Lei, os Fariseus acreditavam que isto era apenas um entre muitos componentes da devida observância mosaica. Era sobre a interpretação da Lei e como a compreendiam no sentido de autêntica tradição de Israel que Jesus e os Fariseus discordavam.

Após a destruição do Templo em 70 d.C., o Judaísmo Saduceu desapareceu e o Judaísmo Farisaico tornou-se dominante. É, pois, dos Fariseus que o Judaísmo de hoje procede primariamente.