terça-feira, 3 de março de 2020

Parábola do Jovem Prodigo



Gostaria de compartilhar algo sobre a parábola do Jovem Prodigo, início lendo Gálatas 1:6-10, que revela que o apóstolo Paulo está chocado, perplexo em saber que a igreja em Gálatas está passando para outro evangelho e esse evangelho ele chama de amaldiçoado, ele próprio se coloca nas mesmas condições se pregar algo diferente do que o único evangelho.
Nesse outro evangelho foi adicionado algo verdadeiro (V.8), mas não era o evangelho puro e simples e Paulo chama de amaldiçoado.
Como exemplo desse desvio podemos citar Gálatas 5:1-4 onde diz que não bastava crer no Senhor, precisava guardar alguns rituais da lei, como a circuncisão, o sábado, etc. É Jesus e mais alguma coisa, o Sangue não foi suficiente. Foi acrescentado algo mais para a salvação, ou seja, perderam o foco de Cristo.
Você tem certeza da sua salvação? S sua resposta for sim, está baseado em que? Você depende exclusivamente dEle ou é Ele e mais as tuas obras, teus esforços, mais as tuas crenças? O que significa salvação para você?
Lucas 15:1-24, essa parábola é muito significativa para nós. Era um insulto um filho pedir ao pai a herança, era dizer que queria o pai morto para receber a herança. O pai dá o que o filho solicita e ele se vai embora vivendo como se o pai estivesse morto. Tem um segundo filho que vive dentro da casa do pai, mas vive como se fosse um escravo. Jesus está contando essa parábola para dois grupos: um grupo de religioso e outro de pecadores.
É como se o Senhor tivesse perguntando o que era pecado? Será que era desobedecer a um dos 613 mandamentos da lei? O filho mais novo estava em pecado porque se envolveu com prostituição, porém parece que Jesus quer dizer que o filho mais velho está desconectado do pai, ou seja, também está em pecado.
O mais velho diz para o pai que nunca transgrediu nenhuma regra (v.29) e o pai não discorda, ele guardava os 613 mandamentos. Como que alguém que guarda todos os mandamentos está longe de Deus? O que é pecado segundo o Senhor nessa parábola?
*Pecado não é simplesmente quebrar regras, mas é não amar O PAI acima de todas as coisas!!!!! Pecado tem a ver com coração e não somente com comportamento*.
Deus vê coração e não aparências.
Esse filho estava guardando tudo, mas estava em pecado. O filho mais novo estava em pecado porque amava as coisas do pai mais que o pai. Ah, não vamos esquecer, o filho mais velho também ama as coisas do pai mais que o pai. Um exemplo disso é não se alegrar com o pai quando o irmão retorna. Quando amamos alguém nos alegramos com as coisas que essa pessoa se alegra e choramos quando ela chora, não é assim? Aqui o pai estava feliz porque o seu filho voltou e o filho mais velho estava preocupado com o cabrito (v.30).
Como se resume a lei e os profetas? Amando o Senhor de todo o coração, de toda a força e todo entendimento ....
Pecado é amar qualquer coisa acima de Deus. Jejuamos porque amamos ao Senhor e queremos dar-lhe mais tempo para nos falar ou porque queremos algo dEle? Oramos porque sentimos prazer em estar em Sua presença ou porque queremos alguma coisa? Esses filhos queriam as bençãos do pai somente e acharam estratégias diferentes. Eu posso fingir que Deus não existe e vivo a vida fazendo o que eu quiser, ou obedeço a tudo o que o Pai manda para depois cobrar uma benção dizendo, “mas eu sempre te servi”, “eu nunca pequei”. Qual dos 2 filhos você é?
Ah, esqueci de mencionar, tem um terceiro filho, aquele que estava contando a parábola. Jesus era esse filho completamente apaixonado pelo Pai.
Mas como vou amar o Pai acima de todas as coisas? Tem como mandar em nosso coração? Tem como fingir? Tem como dar uma ordem e mudar tudo (Jer.13:23)?
Tudo pode ser trapo de imundície! Podemos ter mais prazer nas coisas criadas do que no Criador. Qual o teu prazer? É o Senhor? Ele está acima de tudo na tua vida?
O que é salvação? Aqui, kkkkkk, é o escândalo da Graça.
Salvação é o Pai correr e abraçar o filho que o repudiou e dar-lhe uma festa de boas-vindas...isso é GRAÇA!
Quanto tempo ele ficou fora, uns 2 anos, fazendo tudo errado e de forma irresponsável? Gastou toda a herança do pai, fingindo que o pai estava morto.
Quando o dinheiro acabou, arrumou emprego para cuidar de porcos, a coisa mais amaldiçoada e nojenta para os judeus desejou comer a lavagem, a comida de porco, desejou ser porco. Então caiu em si e retornou.
O pai o viu de longe, porque sempre ficava esperando o filho. Um patriarca não correria pois teria que levantar suas vestimentas e isso seria vergonhoso, mas ele correu estrada a fora ao encontro de alguém que tinha esnobado sua vida. O patriarca corre, o beija e o abraça, ele nem ouve o pedido do filho para ser seu empregado, imediatamente aos gritos manda preparar uma festa.
Isso é o evangelho! É Deus mandando seu Único Filho para morrer pela humanidade, sem saber quem se entregaria a Ele.
Não importa quem você foi ou é, Ele está pronto para restaurar tua vida. Ele correu! Ele nos achou. Ele abraça o contaminado, o imundo, o impuro. Ele nos amou!
O filho pródigo não voltou pelo pai - voltou pelo pão; O pai correu para ele, o pai queria o filho. Salvação é isso!
Porque o filho mais velho estava brabo? Porque a outra parte da herança era dele, então o novilho morto era dele, o vinho também, o anel, a capa, a sandália, tudo estava saindo da herança do filho mais velho. E o pior, se o pai aceita ele de volta, ele tem direito novamente ao testamento do pai e de novo receberá herança.
O Pai só tem prazer no Filho, o Primogênito. Temos um irmão mais velho. Jesus pagou com seu sangue, Ele era o púnico herdeiro, mas resolveu pagar o preço para estarmos de volta no Pai.
Somos salvos somente pela Graça, pelo sacrifico já realizado, tudo já está consumado, foi Ele quem fez tudo. Porque Sua misericórdia nos alcançou.
Praticamos a Palavra não para comprar algo, para merecer algo, mas por gratidão, por amor. Você ama o Pai porque quer ir para o céu? Então quem você ama acima de tudo é o céu, não o Senhor?
A não ser que você descobre que Ele te amou primeiro, que Ele é que nos busca, que Ele que nos conheceu primeiro. Em Cristo já temos tudo.
Precisamos nos livrar do falso evangelho, Jesus mais alguma coisa, isso é religião
Em Cristo já estou justificado e Ele na cruz se fez maldito. Ele trocou de lugar comigo. E por causa disso nos levantamos todos os dias e falamos “SENHOR SOU TEU”, não é pelas minhas atitudes, mas porque Ele me amou primeiro.
O que nos move é a gratidão pelo que o Senhor fez por nós! Não preciso fazer nada para ter salvação, simplesmente AMA-LO.

Cântico:

Tem ciúmes de mim
O Seu amor é como um furacão
E eu me rendo ao vento de Sua misericórdia
Então, de repente não vejo mais minhas aflições
Eu só vejo a glória
E percebo quão maravilhoso Ele é
E o tanto que Ele me quer

Oh, Ele me amou
Oh, Ele me ama
Ele me amou

Tem ciúmes de mim
O Seu amor é como um furacão
E eu me rendo ao vento de Sua misericórdia
Então, de repente não vejo mais minhas aflições
Eu só vejo a glória
E percebo quão maravilhoso Ele é
E o tanto que Ele me quer

Oh, Ele me amou
Oh, Ele me ama
Ele me amou

Me ama
Ele me ama
Ele me ama
Ele me ama

Somos Sua herança
E Ele o nosso galardão
Seu olhar de graça nos atrai à redenção
Se a graça é um oceano, estamos afogando
O céu se une à terra como um beijo apaixonado
Meu coração dispara em meu peito acelerado
Não tenho tempo pra perder com ressentimentos
Quando penso que Ele

Me ama
Ele me ama
Ele me ama
Ele me ama

Me ama
Ele me ama
Ele me ama
Ele me ama

Oh, Ele me amou
Oh, Ele me ama
Ele me amou

Oh, Ele me amou
Oh, Ele me ama
Ele me amou


EDSON LUIS EILERT
NOVO HAMBURGO – RS


OS MISTÉRIOS DE EFÉSIOS


Paulo fala de “mistério”, no singular no livro de Éfeso. Aparecem em 6 locais: Esse foi falar do Senhor na última reunião e gostaria de compartilhar:
“Descobrindo-nos o *mistério* da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo” Efésios 1:9
“Como me foi este *mistério* manifestado pela revelação, como antes um pouco vos escrevi” Efésios 3:3
“Por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do *mistério* de Cristo” Efésios 3:4
“E demonstrar a todos qual seja a comunhão do *mistério*, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo” Efésios 3:9
“E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o *mistério* do evangelho” Efésios 6:19
No capítulo 5, evoluiu o termo “mistério” acrescentando a palavra “grande”, ou seja, o apóstolo Paulo chamou de “grande mistério”, no verso 32: “Grande é este *mistério*; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja”. Sabemos que esse “mistério” é Cristo! Seja quais são os mistérios que podemos imaginar, desde o mistério que envolve a criação ou mesmo coisas que aconteceram antes da fundação do mundo, o mistério das 7 igrejas, o mistério das 2 casas de Israel, tudo converge para Cristo.
Efésios 1:10 “De tornar a *congregar* em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra”. Podemos citar como “tornar a congregar as coisas que estão no céu” a queda de um terço dos anjos quando seguiram satanás em sua rebelião ou aqui na “terra” quando o homem pecou. Tanto as coisas que estão no céu quanto as da terra devem convergir em Cristo porque ambos se desconectaram.
Efésios 1:16-18 “Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o *espírito de sabedoria e de revelação*. Tendo iluminados os *olhos do vosso entendimento*, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos”.
Paulo orava aos Efésios para terem a revelação do mistério, porém no verso 9 ele diz que já havia sido revelado, escondido nos profetas, oculto em Deus e manifestado por Paulo a igreja.
O Filho é o cabeça e tem um corpo que é a igreja, todas as coisas reveladas estão disponíveis à igreja, como exemplo podemos ver em Romanos 16 quando Paulo diz que em breve satanás seria esmagado em baixo dos nossos pés, como ele saberia isso? Porque leu Gênesis. Deduziu que por Cristo isso seria possível!
Vamos gastar um tempo com o verso 17: “Peço que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o glorioso Pai, dê a vocês espírito de sabedoria e de revelação, no pleno conhecimento dele”. Observe que a expressão “revelação” está entre as palavras “sabedoria” e “conhecimento”. O mundo tem sabedoria e conhecimento, porém sem “revelação”. Também cita o termo “Espírito” que é UM e está no singular, mas fala da SABEDORIA e do CONHECIMENTO. Teria mais algum?
Em Dt.29:29 diz: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei”. Então descobrimos em Apoc.1:4 e 3:1 que são 7 no total. Nesses últimos dias o Espírito do Senhor está 7 vezes intensificado. Sete significa “plenitude, pleno, completo” relacionado à Gênesis quando finalizou toda sua criação e descansou no 7º dia.
Em Apocalipse 5:6, nos é dito “E olhei, e eis que estava no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos um Cordeiro, como havendo sido morto, e tinha sete pontas e *sete olhos, que são os sete espíritos de Deus enviados a toda a terra*”. No capítulo 4, verso 5: “E do trono saíam relâmpagos, e trovões, e vozes; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus”. Aqui nos diz que os 7 Espírito de Deus que percorrem toda a terra ardem como chama de fogo. No capítulo 5, verso 6, e também em Zacarias 4:10, mais uma expressão é acrescentada “sete olhos”, esses 7 Espíritos também tem “olhos”. E por fim Isaias 11:2, nos diz o nome desses Espíritos: “E repousará sobre ele o Espírito do Senhor, o espírito de sabedoria e de entendimento, o espírito de conselho e de fortaleza, o espírito de conhecimento e de temor do Senhor”.
Finalizo com Isaias 4:1: “E sete mulheres naquele dia lançarão mão de um homem, dizendo: Nós comeremos do nosso pão, e nos vestiremos do que é nosso; tão-somente queremos ser chamadas pelo teu nome; tira o nosso opróbrio”. Mulheres significam “igrejas”, relacionadas as 7 igrejas de Apocalipse. Lutando pelo “Esposo” que é o Senhor, o “pão” vivo que desceu do céu e nos deu “vestes” de louvor (Is.61:3) e não de figueira como fez Adão e nos fez conhecer o Seu nome.

sábado, 7 de dezembro de 2019

ÉFODE - URIM E TURIM


Esses tempos atrás em uma reunião da igreja em Ivoti, aprendemos que Jesus tem um sacerdócio imutável e intransferível.
Na história do povo de Israel existiram 81 sumo sacerdote de Arão até Caifás, alguns bons outros não.
Todos passavam o sacerdócio em sua morte. E o próximo da linhagem a assumir era o filho, que muitas vezes só buscava as bênçãos, não as responsabilidades.
O povo chegava-se ao sumo sacerdote para buscar a Deus e relaciona-se com Ele.
Pelo fato de Jesus ser esse Sumo Sacerdote imutável e intransferível fez expiação completa e eterna por todos nós uma única vez (Hb.10) e assentou-se nos dando segurança e proteção de nossa salvação (Hb.1). Quando pecamos vamos à Ele confessando nosso pecado, por uma questão de consciência, não implorando perdão, porque isso Ele já fez na cruz, perdoando nossos pecados do passado, presente e futuro.
O povo de Israel não tinha um sumo sacerdote, nem no Egito nem no deserto.
O andar no deserto era uma tipologia de dependência de Cristo. Todos os dias caia uma porção do Maná que representava o Cristo que veio do céu que servia apenas para aquele dia, não poderia ser guardado. Nossa comunhão com o Senhor precisa ser como “colher maná” todos os dias. O que ganhamos no dia é para nos saciar naquele dia.
Você já se perguntou por que Deus escolheu Arão para ser sacerdote e não Moisés?
De acordo com Hebreus 5:1, ele deveria ser escolhido pelo povo. Arão conhecia a necessidade do povo, porque nasceu no meio deles e poderia então interceder diante do Senhor (Hb.10:11-14). Mesmo sabendo que ele também corria o risco de não ser aceito quando fizesse expiação, mas fazia “condoendo-se dos ignorantes” (Hb.5:2 e 7:23-28). O Senhor intercede por nós porque não sabemos como nos aproximar do Trono (Hb.4:16) e muitas vezes agimos como escravos e não como filhos (Gál.4:4-7).Não podemos retroceder para a lei naquilo que já aprendemos (Gál.4:9). Somos pobres espiritualmente porque não vivemos em novidade de vida!
Jesus pode assumir a posição de Sumo Sacerdote porque conhecia o sofrimento do povo, vivia no meio deles, então estava apto para fazer expiação.
A linhagem de Davi deveria estar reinando na época de Jesus, porém quem reinava era Herodes que não tinha legitimidade judaica era edomita.
O sacerdote falava do povo para Deus, enquanto que o profeta, falada de Deus para o povo, muitas vezes contra o povo, mas o sacerdote fala para Deus para beneficiá-lo.
Hebreus diz que o Senhor adquiriu outro título - Ele é o GRANDE Sumo Sacerdote, maior de todos eu já viveu (Hb 4.14). Êxodo 28:2 nos fala de Arão. Seu nome significava “alto, exaltado”.
Em Hebreus capítulo 1 e 2 nos fala que O Filho, esse Grande Sumo Sacerdote está acima dos anjos, substituiu o sacerdócio Levítico da velha aliança pelo sacerdócio de Melquisedeque. Removeu Moisés (Hb.3:3) e também remove no cap.11 todos os nomes da galeria da fé. A ordem no cap. 12:2 é olharmos firmemente APENAS para nosso novo e GRANDE Sumo Sacerdote.
Arão fazia expiação pelo povo, e Deus julgava o povo de acordo com o coração do sacerdote, a aceitação do pedido de perdão do povo, dependia exclusivamente do sacerdote, ele era uma figura de Cristo.
Agora entendemos que diante do Trono há um Grande Sumo Sacerdote, que já nos JUSTIFICOU completamente e não há mais necessidade de nos achegar com medo, mas com OUSADIA!

Quando Davi encontrou Golias, representava todo o Israel. Jesus na cruz também representou a todos nós.
As vestimentas são uma representação visual simbólica para que nossa mente capte o sentido das coisas, sua roupa conferia dignidade de acordo com Êxodo 28:2 servia de “glória e ornamento”.
Em cima era posto uma túnica chamada “éfode ou estola” (Êx 28.4-8). As cores usadas são: azul, roxo e vermelho, mencionadas 24 vezes no livro de Êxodo (Ex.25:4, 35:23) e depois linho fino branco. Em outro momento falaremos sobre o significado de cada cor. As tiras tinham engastes de ouro (Ex.28:11,13) com pedras de ônix, em cada uma tinha a gravação dos nomes dos filhos de israel. Por levar sobre os ombros os nomes dos filhos de Israel, o Sumo Sacerdote constituía-se no mediador do povo diante de Deus.
Tudo foi feito segundo o padrão.
Todas as pedras são preciosas, 12 ao total, 4 fileiras de 3 pedras: “Colocarás nele engastes de pedras preciosas dispostas em quatro fileiras, representando as 12 tribos de Israel (Ex.28:21). Na primeira fila haverá um rubi, um topázio e um berilo” (Ex.28:17). Rubi é primeira e a ultima é o Jaspe.
A abertura no centro da estola para a passagem da cabeça do sumo sacerdote devia ser resistente, para que não se rasgasse, nunca deveria se rasgar (Êxodo 28:32).

Quando Jesus estava diante de Caifás, rasgaram-lhe as roupas, fizeram algo proibido, assim terminou o sacerdote da ordem Levítica, iniciando a nova ordem de Melquisedeque, sem precursores nem sucessores, nem principio nem fim, nem onde morreu ou onde foi enterrado. (Gênesis 14:18, Hb.7:1-6).
Davi faz uma comparação direta entre o sacerdócio de Melquisedeque e o sacerdócio do Messias: “Jurou o Senhor, e não se arrependerá: tu és um sacerdote eterno, segundo a ordem de Melquisedeque” (Salmos 110:4), repetindo pelo escritor em Hebreus 7:15-19.
Depois em cada lado dos ombros, uma pedra com a descrição de 6 tribos, conforme a ordem estabelecida, n]ao segundo a ordem do nascimento mas de acordo com o acampamento (Ex.28:9-12 e 21).
Judá que significa “louvor” vai na frente porque a primeira resposta a tudo é o louvor. Jesus pertence à tribo de Judá (Hb.7:14).
O sacerdote levava o nome das 12 tribos nos ombros diante do Senhor, metade de cada lado demonstrando equilíbrio, perto do coração (Ex.28:29).
O Senhor nos carrega diante do Pai. Não podemos ao mesmo tempo confiar e preocupar-nos. Ele como nosso Sumo Sacerdote já nos limpou de todos os pecados, não precisamos ter dificuldades de nos achegar diante o Trono, Ele nos representa.

O termo usado em Mateus 9:36 para “cansadas ou exaustas” é o mesmo para desgastadas, fadigadas, sem força, desgarradas, sem pastor. Ele teve compaixão e nos carrega dentro do seu coração.
A luz destaca a beleza e o valor das pedras preciosas. Deus é a nossa luz. Ele se projeta em cima do éfode e as pedras brilham, mostrando sua beleza e perfeição. João 8:11-12 diz que não há mais condenação, Ele é Luz, não para nos expor, mas mostrar quão belo e perfeito somos EM CRISTO. Quanto mais nos aproximarmos do Senhor, mais Cristo em nós brilhará!
Os nomes deveriam ser gravados, esculpidos, para nunca serem apagados (Êxodo 28:9). Somos salvos para sempre porque dependemos dEle. 
Ainda no peitoral havia o Urim e o Tumim no hebraico, a expressão significa “luzes e perfeições”, que era uma forma de lançar sortes para tomada de decisões (Nm 26:55-56, 1 Sm 28:6).


Josué diante do sumo sacerdote Eliazar filho de Arão buscava orientação no éfode (Nm.27:21). Foi assim que Josué soube quem tinha roubado a capa lançando sorte e a pedra de Acã escureceu, identificou a família depois a pessoa.
Em uma pedra, a resposta era positiva, e na outra, a resposta era negativa (Ed 2.63; Ne 7.65).
Acã foi apedrejado no vale que se tornou amaldiçoado recebendo o nome de “Acor” que significa “desgraça, dificuldade, problema, tristeza, sofrimento” Josué 7:25-16.
Mais tarde o Senhor muda o nome do vale, de “desgraça” para “porta da esperança” de acordo com Oséias 2:14-15, “Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração. E lhe darei as suas vinhas dali e o Vale de Acor, por porta de Esperança, e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.”
Em I Samuel 30 existe um episódio em que os  Amalequitas queimaram a aldeia e levaram as mulheres e os filhos cativos, embora Davi fosse um estrategista militar, sabendo que posição tomar, mesmo assim ele mandou trazer o Éfode e consultou o Senhor (v.7-8)
Que lição! Não nos apressamos em tomar a frente ou direção de algo sem o falar do Senhor para mais tarde não nos arrepender.
Saul desagradou ao Senhor e não recebia mais direção do Senhor nem por sonho, nem pelo Éfode.
No Novo Testamento, é relatada uma prática semelhante ao Urim e o Tumim, na escolha do sucessor de Judas Iscariotes (At 1.26).
A palavra “Urim”, do hebraico “UR” significa “luz”. O nome de Urias significava “luz de Deus”, Davi por medo de ser descoberto que tinha deitado com Betseba, assassinou Urias, apagou a “luz de Deus” em sua vida sem perceber. A palavra “Tumim” significa “perfeição”, no plural “im” é plural, esta falando de “perfeições das luzes”, Deus vê seu povo completo, perfeito.
Como descrever a Glória de tudo isso? É assim que Jesus nos representa. Não somos perfeitos, mas o Senhor nos vê através de Cristo.
Quando Davi consultou o Senhor em I Sm.30:8, não recebeu como resposta um “sim” ou “não”, houve um dialogo, o Senhor o manda “perseguir”. Parece que muitos gostariam de ter um Éfode, porém hoje EM CRISTO estamos debaixo de uma nova aliança de elevado ministério. Hoje encontramos o Urim e o Turim em nosso espirito. Em Joao 13:21-26, após João perguntar quem era o traidor, ele inclinou-se sobre o peito do Senhor para receber a resposta.
Essa precisa ser a nossa atitude: “Senhor para onde devo ir, que escola colocar meus filhos, que direção tomar”, inclinar-nos no peito do Senhor e receber resposta.

Bibliografia:


domingo, 13 de janeiro de 2019

A Criação do Homem Por Deus no Jardim do Éden


De onde viemos, para onde vamos? Porque fomos criados?
Desde o tempo antigo, o homem olha para o céu, para os astros e estrelas, buscando respostas a essas perguntas fundamentais e ao mesmo tempo tão intrigantes.
Diversos filósofos, astrônomos, físicos e outros pensadores têm se dedicado a tentar explicar qual seria a origem do universo e, de forma especialmente particular, da criação do ser humano.
Durante muito tempo, predominou universalmente a crença fundamentada no criacionismo segundo a bíblia. Entretanto, a partir de 1859 com a publicação do livro A Origem das Espécies por Charles Darwin, a comunidade científica, em sua maioria, passou a adotar a teoria da Evolução das Espécies através da seleção natural.
Além disso, muitos cientistas, dentre eles o famoso físico, teórico e cosmólogo Stephen Hawking, defendem a tese de que o homem seria resultado do que restou da formação das estrelas.
Segundo a Ciência, a vida seria assim algo que apareceu em nosso planeta somente por acaso, era o resto da formação do universo, sem sentido algum, sem nenhum propósito.
Porém sabemos que o ser humano é muito mais do que pó estelar, e que a vida tem sim um propósito. Sabemos que um ser pessoal, um Deus moral, formou o homem e o estabeleceu para ser o seu representante neste mundo físico.
Adão [do hebraico "vermelho", adom], termo similar ao usado para designar 'terra' [hb. 'adama], foi assim chamado pois Deus formou Adão do barro, da terra.
"E formou o SENHOR Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." Gênesis 2:7
O verbo yatsar 'formou' sugere o trabalho de um artesão moldando a sua obra em barro. Deus se envolveu pessoalmente na criação do homem, enquanto modelava o corpo humano do barro, e após, soprou em suas narinas o fôlego de vida.
O sopro divino descrevia a forma como o Senhor infundiu o Espírito no ser humano, o que deu ao homem a capacidade intelectual, moral, relacional e espiritual.
Diferentemente de todo o restante da criação, onde Deus simplesmente utilizara o termo 'haja', com o homem o Senhor demonstra profunda consideração e planejamento. O Elohim emprega a frase 'façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança'.
Deus estabelece um padrão moral altíssimo para o ser humano, padrão referenciado e assemelhado ao próprio Deus. Agora havia chegado o momento ápice de toda obra criadora, tudo que foi criado anteriormente era destinado a comportar, sustentar e manter a vida da obra prima da natureza.
"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança;" Gênesis 1:26
Adão era o único ser em que Deus utilizou a sua própria imagem, uma criatura feita para refletir a sua glória. A visão tradicional da criação está associada com a imagem de Deus no homem, representando a sua moral e ética, bem como a habilidade intelectual que recebeu do criador.
Agregado a isso, de acordo com a gramática hebraica, e com o conhecimento das tradições do antigo oriente, a interpretação melhor do texto seria 'façamos o homem como a nossa imagem'.
A preposição hebraica equivalente a [à] nesta frase pode ser traduzida no sentido da conjunção [como].
Nos tempos do antigo Oriente, um imperador ordenava a colocação de suas estátuas e bustos em todos os pontos de seu império. Estes símbolos marcavam as áreas que estavam sob o seu poder.
Deus colocou o homem na terra com o símbolo vivo dele mesmo, para representar o seu reino e o seu domínio, pois nós segundo à sua imagem, somos o Seu reino, o reino de Deus está em nós.
"santificado seja o teu nome; venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu." Lucas 11:2
E nós fomos feitos conforme à sua semelhança, ou seja, somos o reflexo da majestade divina na terra. Deus criou um ser pessoal, com objetivos, com propósitos bem claros e definidos.
E Deus vinha visitar o homem todos os dias. Deixava a sua habitação, toda a sua glória para poder conversar com Adão. Diante dos milhares de milhares de seres espirituais, cada qual com mais poder e grandeza de que outros, não há notícia de que Deus tenha feito tal ato por nenhum outro ser criado.
Nem por anjos, nem por arcanjos e nem por querubins ou qualquer outro ser vivente, exceto pelo ser humano.
Mas o Eterno tinha o ser humano em altíssima estima. Isto elevava muitíssimo o status do homem como um ser que era a glória, a coroa da criação divina.

A expressão 'E domine o homem', revela o controle do homem como o regente de Deus na terra. Deus deu esta capacidade ao homem de dominar e sujeitar a terra, e tudo o que nela há. Mas devemos aceitar esta tarefa com muita responsabilidade.
Cabe ao ser humano cuidar da criação divina, preservando e administrando tudo sabiamente.
"e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra." Gênesis 1:26
Vemos cada vez mais o domínio da humanidade se estendendo através do conhecimento científico. A cada dia a cresce a conquista dos mares, da terra, do ar e do espaço.
E se podemos usar este dom divino do conhecimento para desenvolver novas tecnologias, podemos tirar bons proveitos para o nosso crescimento pessoal também.
Veja que a humanidade progride tecnologicamente, mas continuam sendo dominada por seus piores instintos de guerras, mortes, roubos, invejas, ciúmes, conflitos, desavenças, fofocas e muitas coisas semelhantes a estas.
Mas o Criador nos deu a capacidade de 'dominar', pois tudo o que fazemos passa pelo nosso crivo mental primeiro, tudo é primeiro submetido aos processos mentais. Deus te fez com o propósito de sujeitar e não de ser sujeitado por maus sentimentos.
O que precisamos é resgatar a imagem do Criador em nós. Nós temos que refletir Deus, e entendermos que Deus é amor. E essa reflexão só será verdadeira quando permitirmos que o amor inunde, preencha o nosso coração e domine o nosso ser.
Ele mesmo nos deixou o maior exemplo de amor que alguém poderia conhecer. Entregou a sua própria vida para resgatar as suas criaturas, a quem Ele com tanto amor chamava de amigos e de filhos.
A expressão da imagem e da semelhança de Deus é não outra, senão o AMOR.
Você pode sim controlar as suas reações, palavras e decisões e submetê-las à Deus. Você pode dominar as suas emoções, usando-as como fonte de energia positiva, para construir algo bom.
Por isso domine o homem a si mesmo, e reflita, e busque mudança de atitudes, com uma nova pratica de vida, com renovação no entendimento, com a não violência.
E volte à imagem de Deus que o criou, como uma criança inocente, com perfeição de coração, pois perfeito é Aquele que a todos ama e que a todos quer salvar.

Segundo a história secular, o homem teria passado por uma linha de evolução, iniciada aproximadamente entre cinco e sete milhões de anos, partindo de primatas pré-históricos, e que foi sendo submetido ao processo de Hominização através dos muitos milhares de anos que se passaram.
Mas a bíblia é clara e enfática ao afirmar que o foi homem criado no sexto dia da criação. O homem não veio de nenhum material biológico pré-existente ou da evolução da família de primatas antigos. O homem foi criado pessoalmente por Deus, que utilizou materiais inertes, sem vida, pois o Senhor Majestoso foi quem criou a vida.
Deus deu vida ao homem e imediatamente lhe deu uma casa, um lar que o Senhor pessoalmente plantou, o Jardim [do hebraico 'gan', área cercada]. O Éden [do hebraico 'Eden' ou 'edenah'] 'deleite', 'prazer', 'alegria', localizava-se entre rios, originando o termo mesopotâmia.
Os rios que circundavam e rodeavam o Jardim do Éden eram o Eufrates [do hebraico Parath, 'frutífero'] (2750km), o rio Hidéquel [do hebraico Chiddeqel, 'rápido'], mais conhecido como rio Tigre (1950km).
Estes rios de desgelo que têm suas nascentes nas montanhas da Armênia (Turquia), que correm no sentido sul, atravessando toda a planície da Mesopotâmia (Iraque).
A quase totalidade do território do Oriente Médio, cerca de 90% é dominado pelo clima árido. As cheias desses rios se dão entre abril e junho, vindo a fertilizar todo o solo da região.
Eles também serviam de bebedouro para os animais da região, já que o livro de Gênesis informa que no tempo de Adão ainda não havia chovido sobre a terra.
Até nos dias de hoje no clima da região predomina a escassez de chuva, o que aumenta muito a importância da hidrografia mesopotâmica.
Devido ao tamanho imenso da área que o Jardim parecia ocupar, certamente estes rios tinham também um papel importante para a mobilidade e o transporte do homem de uma ponta a outra do Éden.
A localização dos rios Giom [do hebraico Giychown, 'irrompendo'] e Pisom [hb. Piyshown, 'aumento'] é desconhecida, porém o historiador judeu Flávio Josefo, em sua obra: A História dos Hebreus descreve que "o jardim era regado por um grande rio, que o rodeava completamente e se dividia em quatro outros rios."
"O primeiro desses rios, chamado Pisom, que significa "plenitude" e ao qual os gregos chamam Canges, corre para a índia e desemboca no mar. O segundo que se chama Eufrates, e Fora em nossa língua, significa "dispersão" ou "flor", e o terceiro, a que chamam Tigre ou Diglath, que significa "estreito e rápido", ambos desembocam no mar Vermelho. O quarto, de nome Giom, que significa "que vem do oriente", é chamado Nilo pelos gregos e atravessa todo o Egito." Flavio Josefo - A História dos Hebreus
O Éden era encontrado 'na banda do oriente', ou seja, a leste. Provavelmente no Gênesis o nível dos mares era bem mais baixo. Uma das consequências do dilúvio de Noé seria a subida do nível dos mares, fazendo com que a região do Golfo fosse inundada, escondendo a localização do Jardim do Éden.
Muitos estudiosos ainda acreditam que o local do Jardim ficaria na região que hoje compreende o Iraque e que o Dilúvio o teria destruído e soterrado.
O Éden era um lar extraordinário com uma enorme biodiversidade, com todos os melhores tipos de árvores frutíferas e plantas. Havia duas árvores realmente especiais, a Árvore da Vida [do hb. 'ets chay], que transmitia a imortalidade ao homem, e a Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal [do hebraico 'ets da'ath towb ra'].
O lugar que Deus escolheu para plantar o Jardim e pôr Adão, foi o melhor em todo o planeta recém criado. O crescente fértil, também chamado de mesopotâmia, que ficava entre o deserto da Síria e os Montes Zagros.
Uma região onde os indivíduos tinham plena proteção, o deserto e as montanhas protegiam o jardim que ficava entre eles. Os rios Tigre, o Eufrates, o Pisom e o Giom, irrigavam a vegetação do jardim do Éden e forneciam a água potável que o homem necessitava.
A planície da Mesopotâmia era o local ideal para se formar os primeiros núcleos humanos, pois continha alimentos, água e segurança suficientes, para que posteriormente pudesse evoluir e se transformar em vilas ainda maiores.
Além disso, a vegetação abundante do jardim, amenizava a amplitude térmica da península arábica que chegava no mesmo dia a temperaturas díspares de 50º positivos de dia, à temperaturas abaixo de zero à noite.
O Jardim, porém, mantinha a umidade e a temperatura frescas, constante e confortável tanto de dia, como de noite.
A ocupação de Adão era cultivar [do hb. abad, 'plantio, cultivo'] o Jardim do Éden e ser sustentado por ele. Aqui vemos um dos princípios básicos do desenvolvimento auto-sustentável relacionado com o meio ambiente, um assunto muito discutido e debatido atualmente.

Adaptado do site: 





QUEM FOI ISMAEL?


Filho de Abraão com Agar, escrava egípcia de Sara; nascido em 1932 AC, seu pai tendo 86 anos naquela época. — Gên 16:1-4, 11-16.
Embora Sarai tenha oferecido sua serva para Abrão, quando esta se encontrava grávida, de acordo como o verso 6, Sarai castiga Agar e ela foge para o deserto. No deserto o anjo do Senhor apareceu a Agar e ordenou que ela retornasse à casa de Abraão. Foi no deserto também que o anjo lhe disse que o filho que ela carregava no ventre deveria ser chamado de Ismael. Por isto o nome Ismael significa “Deus ouve”, porque o Senhor ouviu a aflição de Hagar (Gênesis 16:7-11).

Quando foi informado de que Sara também teria um filho de quem proviriam *“reis de povos”*, Abraão suplicou a Deus em favor de seu primogênito: “Se Ismael tão-somente vivesse diante de ti!” A resposta de Deus, depois de declarar que o futuro filho dele, *Isaque*, seria o herdeiro do pacto, foi: *“Quanto a Ismael, eu te ouvi. Eis que vou abençoá-lo e fazê-lo fecundo, e vou multiplicá-lo muitíssimo. Ele produzirá certamente doze maiorais, e eu vou fazer dele uma grande nação.”* (Gên 17:16, 18-20) Ismael foi então circuncidado, aos 13 anos, junto com seu pai e os servos deste. — Gên 17:23-27.
Um ano depois, nasceu Isaque; Ismael tinha então 14 anos. (Gên 16:16; 21:5) Cinco anos depois, em 1913 AC, Isaque foi desmamado e Ismael foi pego ‘caçoando’ de seu meio-irmão mais novo. (Gên 21:8, 9) Não se tratava duma inocente brincadeira de criança por parte de Ismael. Antes, conforme subentendido pelo versículo seguinte do relato poderia estar envolvido uma zombaria para com Isaque a respeito da condição de herdeiro. O apóstolo Paulo diz que tais eventos eram um “drama simbólico” e mostra que os maus-tratos infligidos a Isaque pelo meio egípcio Ismael eram uma perseguição. Assim sendo, isto era o começo dos preditos 400 anos da aflição de Israel, que terminaram com a sua libertação da escravidão egípcia em 1513 AC. — Gál 4:22-31; Gên 15:13; At 7:6.

Esse pedido de Sara contrariava os costumes da época, e causou grande desgosto a Abraão. Mas Deus mais uma vez falou com o patriarca, e garantiu que ele não deveria ficar preocupado com Isaque. O Senhor cuidaria do filho da escrava e também lhe daria uma grande descendência. Abraão *“tomou pão e um odre de água, e deu-o a Agar, pondo-o nos ombros dela, e o menino, e então a despediu”*. (Gên 21:14) Ismael, já então com 19 anos.
Agar, pelo que parece, perdeu-se no ermo de Berseba, e, assim, quando a água acabou e Ismael ficou exausto, e eles pensaram que morreriam. *“ela lançou o menino debaixo de um dos arbustos”*. (Gên 21:14, 15)
Porém Deus socorreu os dois, e mais uma vez renovou sua promessa de que faria dele um homem próspero (Gênesis 21:19).
Em harmonia com o *significado do nome de Ismael*, *“Deus ouviu”* (Gn.16:11) seu clamor por ajuda, forneceu-lhe a água necessária e permitiu que vivesse e se tornasse um arqueiro. Como habitante nômade do ermo de Parã, ele cumpriu a profecia que dizia a seu respeito: *“Tornar-se-á uma zebra de homem. Sua mão será contra todos e a mão de todos será contra ele; e residirá diante da face de todos os seus irmãos.”* (Gên 21:17-21; 16:12).
Agar encontrou uma esposa egípcia para seu filho e este, com o tempo, gerou 12 filhos, maiorais e chefes de família da prometida *“grande nação”* de ismaelitas. Ismael também tinha, pelo menos, uma filha, Maalate, que se casou com Esaú. — Gên 17:20; 21:21; 25:13-16; 28:9.


Embora Isaque tenha ficado como único herdeiro de Abraão, Ismael e os demais filhos de Abraão com suas concubinas foram beneficiados por ele (Gênesis 25:6). Isso significa que tanto o filho de Agar quando os filhos de Quetura receberam bens materiais da parte do patriarca.
Depois de adultos, a Bíblia não registra nenhum desentendimento entre Ismael e Isaque. Os dois aparecem como os responsáveis por cuidar do sepultamento de Abraão em Macpela (Gênesis 25:9-10). Ismael contava com 89 anos, depois disso, viveu por mais 48 anos, morrendo em 1795 AC, com 137 anos, (Gên 25:17). Não há registro de Ismael ter sido sepultado na caverna de Macpela, o local de sepultamento de Abraão e Isaque, junto com as esposas deles. — Gên 49:29-31.
A tradição mulçumana afirma que ele foi sepultado na Caaba, em Meca. No Novo Testamento Ismael é mencionado especialmente pelo apóstolo Paulo. O apóstolo utilizou a figura do filho da escrava em sua alegoria sobre a oposição dos religiosos legalistas que perseguiam que nasceram segundo o Espírito, e desfrutavam da liberdade em Cristo (Gálatas 4:21-5:1).
Ismael se tornou um grande caçador. Ele era muito habilidoso com arco e flecha. Agar buscou uma esposa egípcia para Ismael, e com ela ele teve doze filhos e uma filha. Mais tarde a filha de Ismael acabou se casando Esaú, filho de Isaque (Gênesis 28:9; 36:3).
Os nomes dos filhos de Ismael são citados em Gênesis 25:13-15. A relação é a seguinte: Nabaiote, Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. A maioria desses nomes é mencionada em outras passagens bíblicas como famílias tribais de certa influência na época.
Os descendentes de Ismael geralmente são identificados como “ismaelitas” na Bíblia. Eles se organizavam em doze tribos que viviam em acampamentos móveis no deserto do sul (Gênesis 25:16-18).
Ismael se tornou um nome relativamente comum. Havia, por exemplo, um descendente de Saul e Jônatas que se chamava Ismael (1 Crônicas 8:38). Havia também um alto oficial durante o reinado de Josafá (2 Crônicas 19:11), e o filho de um sacerdote do tempo de Esdras (Esdras 10:22).
Mas dentre todas as pessoas mencionadas, a mais conhecida delas foi o filho de Netanias, membro da casa real de Davi. Durante a época da opressão dos babilônios contra os judeus, esse Ismael matou Gedalias, o governador de Judá nomeado por Nabucodonosor (2 Reis 25:25; Jeremias 40:7-41:18).