domingo, 24 de junho de 2018

QUE COMIDA TEMOS PARA COMER


Em Lc 24:41-43 o Senhor perguntou: “Tendes aqui alguma coisa que comer?”. Em João Jo. 21:4-5, 9, 13 Ele disse: “Filhinhos, tendes porventura algo para comer?”. O significado em ambos os casos é o mesmo. Ele procurou descobrir se eles tinham algo para comer. Lucas 24 diz que eles tinham um pedaço de peixe assado sobrando, enquanto João 21 diz que eles nada tinham, contudo o Senhor preparou peixe e pão para eles. O Senhor não deu a eles só peixe, mas também pão.
Muitas vezes somos como os discípulos, laborando toda noite sem pegar qualquer coisa. Em nosso desespero e cansaço, o Senhor nos pergunta se temos algo para comer. E temos de admitir que nada temos. Mas, o Senhor tem algo!
Porque os discípulos tinham peixe quando estavam no quarto (Lucas 24), mas não quando estavam no mar (João 21)? A intenção do Senhor era para os discípulos esperar na cidade pela vinda do Espírito Santo (Lc 24:49), porém não obedeceram e foram para o mar pescar. O resultado foi que nada pegaram, porque a pesca foi feita fora da vontade ordenada de Deus. Na casa eles ainda tinham algo para dar ao Senhor.
Nós devemos descobrir se o lugar onde estamos e o labor que temos despendido são segundo a vontade de Deus. Se agirmos segundo a nossa própria vontade, seremos como os discípulos que nada receberam por toda noite e nada para comer. Sempre que estamos em um lugar que está longe do Senhor, nada temos.
O que temos que possamos satisfazer o Senhor? O Senhor está buscando, e Ele está procurando algo de nós que O satisfaça. Ele está esperando por nós para satisfazê-Lo.
O Senhor comeu na presença dos discípulos. O que quer que consagremos a Ele, mesmo se for apenas um pouco, o Senhor aceitará. Ele aceitará tudo o que consagramos a Ele. Aqueles que nem mesmo tinham um pedaço de peixe foi aqueles que gastaram toda sua noite pescando no mar.
Temos de lembrar que quando nada temos para comer e dar ao Senhor, significa que estamos longe dos caminhos do Senhor e fazendo coisas a parte da vontade do Senhor.
Quando vivemos, obedecemos e dependemos do Senhor, embora não tenhamos muito para dar a Ele, o próprio Senhor no satisfará! Ele tem a graça. Ele pode nos suprir, nos encher e nos confortar, mas somente dentro dessas circunstancias.
Que satisfaçamos o Senhor, e que o Senhor nos satisfaça.

Como superar incompatibilidades


Como superar incompatibilidades

Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade. (Eclesiastes 4:9-12)
Deus nos fez diferentes uns dos outros, e o grande milagre em um relacionamento entre irmãos da igreja ou do casamento é unir essas diferenças, tornando os dois em um só. Que dia a dia vão convivendo com suas diferenças, superando-as, numa construção única, abençoada por Deus.

Todas as regras que Deus estabeleceu na natureza são perfeitas
a) A união perfeita entre um homem e uma mulher – Genesis 2:18,24,25
b) Dois seres diferentes se tornando um – Genesis 1:27
c) Que precisam ter a mesma Fé – II Coríntios 6:14,15
d) Onde reina o amor – I Coríntios 13:4-7

Deus criou a mulher para estar ao lado do homem, ela foi tirada dele
a) Osso dos meus ossos – Genesis 2:23
b) Para serem um – Genesis 2:24
c) Quebrar isso é um erro – Malaquias 2:16
d) Não deixar a ira tomar conta da relação – Efésios 4:31,32

Existem atitudes que podem vencer as diferenças
a) Não queira tudo só para você, sempre vendo o seu lado - Filipenses 2:23,24
b) Aprenda a ser perdoador, tenha respeito – Efésios 5:33 – I Timóteo 3:4
c) Reconheça a brevidade da vida – Salmos 103:14 – Salmo 90:10
e) O Senhor nos fez a todos idôneos – Colossenses 1:12

O Senhor derramou sobre nós o Seu amor. É tempo de criarmos em nossos lares, ambientes felizes e harmoniosos, onde mora o perdão e a liberdade de amar. Onde cada um, não enxergue seu próprio interesse, onde as diferenças sejam superadas e a união seja inquebrável.
Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais. Jeremias 29:11

CEIA - UMA PEQUENA EXPLICAÇÃO


CEIA

1 Coríntios 11:27-30 - ao longo dos anos, o Corpo de Cristo tem erradamente acreditado que tomar parte da Santa Ceia “indignamente” é participar dela tendo pecado em sua vida. Então, é dito a nós para não participar da Ceia do Senhor quando julgarmos a nós mesmos “não corretos para com Deus”, e obedecemos temendo nos tornar fracos, adoecidos e até morrer antes do tempo. Mas não é isso que a Bíblia ensina. Participar indignamente não se refere a você participando com uma pessoa indigna por causa dos seus pecados.
Jesus morreu por pessoas indignas! Participar indignamente é falhar em discernir que o pão que você segura em suas mãos representa o corpo de Jesus Cristo que foi partido por você — e, portanto, seu corpo pode ser curado e pleno. Isso era o que estava acontecendo na igreja primitiva.
Havia crentes que estavam comendo o pão só porque estavam famintos, ou se serviam do pão como um ritual, sem discernir o corpo do Senhor, e assim não liberando fé.
Portanto, participar de modo indigno não tem a ver com você falhar em examinar-se a si mesmo e confessar todos os seus pecados, para estar certo de que você é digno de participar. Não tem a ver com a participação de alguém. Tem a ver com o ato ou modo pelo qual essa pessoa participa. Tem a ver com discernir o corpo do Senhor e liberar fé para perceber que o pão representa o Seu corpo, marcado por açoites, para a sua cura. Tem a ver com perceber que o vinho representa o sangue que foi derramado pelo perdão de todos os seus pecados. Aqui está o segredo para a saúde divina e a plenitude em Deus. Muitos falham em discernir o corpo de Jesus e perceber por eles mesmos como Ele sofreu em Seu corpo no lugar deles.
Essa é a razão pela qual “muitos estão fracos e doentes”. Portanto, não tem a ver com olhar para você mesmo e confessar seus pecados. Tem a ver com olhar para Jesus e perceber o que Ele conquistou na cruz por você!
Não tem a ver com examinar-se a si mesmo procurando por pecados e tornando a si mesmo digno de participar. Tem tudo a ver com discernir o corpo do Senhor! Tem tudo a ver com Jesus e nada a ver com os esforços próprios dos homens.

BATISMO - UMA EXPLICAÇÃO


BATISMO: A palavra Batismo vem do grego βάπτισμα, de βαπτίζω, que significa mergulhar, lavar, etc.

1. BATISMO NO JUDAÍSMO. Em Hb 6:2 (βαπτισμός) os cristãos hebreus foram exortados a deixar a
*"doutrina de batismos"*, e em Hb 9:10 lemos de *"várias abluções"* ou purificações, seguido de *"impostas até ao tempo da correção"*, época identificada com a frase "vindo Cristo" que se segue. Isto demonstra que os batismos mencionados ali faziam parte do ritual judaico, no qual existiam vários banhos e lavagens, mas nenhuma dessas coisas tinha a ver com o batismo do Novo Testamento, o qual é uma ordenança de iniciação que coloca o batizado em uma nova posição: o Mar Vermelho (1 Co 10:2) era uma figura disto. Os cristãos judeus estavam sendo exortados a abandonarem os ritos judaicos de purificação, os quais não deviam ser novamente colocados como um fundamento.

Além disso, costuma-se mencionar que os judeus recebiam seus prosélitos pelo batismo. Não temos qualquer registro disto no Antigo Testamento, e Josefo, que detalha os rituais necessários para a recepção de um prosélito, não faz menção do batismo.
 

2. BATISMO DE JOÃO. Este era feito especialmente no rio Jordão, ao qual as multidões compareciam e do qual é repetidas vezes dito tratar-se de um batismo
"de arrependimento". Mc 1:4; Lc 3:3; At 13:24, 19:4. João desafiava as multidões que iam a ele para que fossem batizadas para poderem dar "frutos dignos de arrependimento" Mt 3:8; Lc 3:8. Ele batizava aqueles que chegavam "confessando seus pecados" Mt 3:6, e exortava o povo a crer nAquele que viria após si, "isto é, em Jesus Cristo" At 19:4; ver Jo 1:29, 36. A pessoa que era batizado por João Batista assumia um terreno separado da nação, aguardando a vinda do Messias. Eles exercitavam um juízo próprio, e se apartavam da condição pecaminosa da nação. O Senhor foi batizado por João, assumindo assim Seu lugar entre os arrependidos em Israel, não como alguém que confessasse pecados, mas para cumprir toda a justiça, como Ele mesmo diz: " assim nos convém cumprir toda a justiça" Mt 3:15.

3. BATISMO CRISTÃO. Vimos que João Batista pregava o batismo de arrependimento. Durante o ministério do Senhor, antes da cruz, alguns foram batizados pelos próprios discípulos (Jo 4:1). Após Sua morte e ressurreição Pedro pregou, não o arrependimento, mas o Jesus rejeitado como estando exaltado, e feito Senhor e Cristo. Quando as pessoas eram tocadas em seus corações, ele dizia a elas:
"Arrependei-vos..." etc., mas o batismo era para remissão dos pecados porque a obra agora tinha sido completada em sua totalidade: elas eram batizadas para a remissão dos pecados -- administrativa e governamentalmente falando. At 2:38.


Romanos 6:3-4 dá o significado do batismo cristão para os santos que muito tempo antes tinham sido batizados. Ele fala da morte de Cristo (aquele que é sem pecado) como sendo morte para o pecado e para a condição em que o homem estava, e tira conclusões disso para nós considerando que Ele ressuscitou. Eles foram batizados em Sua morte, isto é, são participantes dela -- eles estão vivos para Deus em Cristo ressuscitado (e consequente também vivos para Ele ressuscitado -- não para a lei), e por isso o pecado não devia mais reinar; mas nestes versículos não aparece a ressurreição com Ele. O batismo é prefigurado pela passagem de Israel através do Mar Vermelho, não pelo cruzar do rio Jordão, embora a ressurreição seja acrescentada em Cl 2:12 como tendo os pecados sido deixados para trás:
"perdoando-vos todas as ofensas". Trata-se de algo individual e da recepção à profissão cristã: "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo". Em Colossenses o significado do batismo é mais aprofundado do que em Romanos, mas ele está sempre conectado a um status aqui na terra, e não com os privilégios celestiais. Neste sentido o batismo salva 1 Pe 3:21; somos por ele purificados de nossos pecados At 22:16; passamos pela morte através dele, e em Cl 2:12 é acrescentado que ressuscitamos nele, portanto algo também individual. A igreja como tal nunca passou pela morte, estando sua própria origem na ressurreição de Cristo. Cl 1:18, trata-se do primogênito na nova criação.

O batismo tem um status de ressurreição, tendo em Cristo nossa vida para andarmos em novidade de vida, porém em 1 Co 10:1-6 há uma advertência. Eles foram batizados, etc.,
"mas Deus não se agradou da maior parte deles". Uma mera posição sacramental não é suficiente: devemos ficar "fundados e firmes na fé" Cl 1:23. Como batizados, nós somos chamados a andar neste mundo como mortos e ressuscitados, como se andássemos em um deserto. Trata-se da expressão da parte externa e visível da igreja na sua profissão de fé: "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo". No batismo recebemos uma boa consciência pela ressurreição 1 Pd 3:21. Lavamos nele os nossos pecados, confessando o nome do Senhor At 22:16, somos recebidos por meio dele no lugar de responsabilidade do povo de Deus neste mundo.

Com Pedro vemos o batismo cristão mais conectado com o reino dos céus, conforme Mt 16:19; At 2:38; At 10:48; porém com Paulo ele estava conectado com a casa de Deus quando ele a mencionava. Paulo tinha uma nova comissão. Ao contrário de Pedro, Paulo não é encontrado ministrando no meio de um povo conhecido que possuía promessas, chamando almas para fora desse povo ao arrependimento, para que pudessem receber a remissão e serem separados daquela geração. Paulo assume o homem como homem (sem desconsiderar os judeus) e o leva à presença de Deus na luz. Para os gentios tratava-se de uma condição completamente nova de ressurreição, mesmo no que diz respeito ao testemunho, e não meramente de uma boa consciência através da ressurreição; e o batismo, que concede um status fundamentado na ressurreição enquanto ainda neste mundo, não faz parte do testemunho de Paulo, exceto no que diz respeito à comissão em João 20:21-23; e o próprio Paulo nos diz que ele não foi enviado a batizar.
A fé enxerga que, quando Deus introduz alguém nos privilégios nesta terra, Ele não separa a família dessa pessoa, por exemplo, Gn 7:1, etc. No cristianismo isto tem o seu lugar e vemos que famílias foram batizadas por Paulo. 1 Co 1:6 - ver também 1 Co 7:14.

No final do evangelho de Mateus temos um mandamento conectado com o batismo e com a missão apostólica dada exclusivamente aos gentios, mas ali nada há de arrependimento ou remissão. Trata-se simplesmente de fazer discípulos dentre as nações, batizando-os e ensinando-os. Mt 28:19-20. Em seu sentido amplo esta passagem contempla uma obra que ainda será feita no final pelo remanescente judeu para com os gentios. O batismo cristão agora é tanto para judeus como para gentios, para que por meio dele eles deixam a posição que ora ocupam, e estando ligados à morte de Cristo, sejam introduzidos na profissão cristã, deixando para trás aquelas distinções. A direção em Lucas 24:47 é no sentido do arrependimento e remissão de pecados. Em Marcos 16:15-16 a salvação pertencia àquele que cria e era batizado, pois se não o fizesse ele estaria se recusando a ser cristão.

As escrituras não nos dão um ensino definitivo quanto ao modo de batismo, já que o foco é a que os que recebiam batismo estariam sendo ligados pelo mesmo. At 19:3. A ideia está mais para a palavra "lavar", como ocorria com os sacerdotes da antiguidade (Ex 29:4), do que para a palavra "aspergir", como acontecia com os levitas. Nm 8:7.

Quanto à fórmula utilizada, alguns supõem que por lermos em Atos que as pessoas eram batizadas "em nome do Senhor Jesus" a instrução dada em Mateus 28:19 para batizar "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo" tivesse sido mudada. Mas isso não tem fundamento, pois o batismo é sempre a alguém ou a alguma coisa. Os discípulos encontrados em Éfeso haviam sido batizados ao batismo de João (At 19:3); os israelitas tinham sido batizados a Moisés, e aqueles batizados em Atos foram batizados ao nome do Senhor Jesus como Salvador e Senhor, portanto não existe motivo para isto não combinar com as palavras encontradas em Mateus, e uma pessoa batizada em nome do Senhor Jesus para o nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Em At 2:38 a preposição é ἐπί (ἐν in MSS B,C,D); em Atos 10:48 é ἐν; e em todas as outras passagens é εἰς. [traduzido de Morrish's New and Concise Bible Dictionary]



Reunião da Igreja


Na sexta do dia 23/02, nos reunimos na casa da irmã Irene em São Leopoldo para desfrutarmos da Palavra que achamos bom compartilhar para a edificação de todos.
Marcos 4:5-6 diz: “Outra caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o Sol a queimou; e porque não tinha raiz, secou-se”.
Nos versículos 16-17, o Senhor explica aos discípulos esta parábola: “Semelhantemente São estes os semeados em solo rochoso, os quais, ouvindo a palavra, logo a recebem com alegria. Mas eles não têm raiz em si mesmos, sendo antes de pouca duração; em lhes chegando a angustia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam”.
Pela explicação do Senhor, vemos que esta e uma *vida superficial* que não pode suportar ou resistir ao teste das provações. Este tipo de vida aparentemente tem um bom começo, mas acaba miseravelmente. De acordo com este fenômeno, é algo que “logo nasceu”. Assim que brotou, obviamente a casca exterior da semente rompeu-se, e ela germinou. Isto quer dizer: a palavra não apenas simples doutrina para esta pessoa, mas foi transformada em vida. Como germinou rapidamente, sentir-se satisfeita. Contudo, o fim é decepcionante, porque quando o sol está alto, ela é queimada e seca. Brotos que não podem resistir ao calor do sol estão sujeitos a secar muito cedo.
Muitos cristãos, imediatamente após ouvirem a palavra, prontamente a recebem com alegria sob a ilusão de que obtiveram tudo, entenderam tudo, estão preparados para pagar qualquer preço, e estão prontos para andar em qualquer caminho. Diante de Deus, eles têm a vontade e a consagração; diante dos homens, eles dão testemunho e são bastante zelosos. Contudo, quando menos esperam, quando lhes sobrevém alguma provação, eles logo começam a ficar abalados, sentem-se um tanto desanimados, acham insuportável, fogem diante do medo e, inevitavelmente, caem.
Para nós o queimar do sol é indispensável porque ajuda nosso crescimento e auxilia nosso amadurecimento. O queimar do sol apenas exporá sua verdadeira condição. Então pergunto: Por que ela germinou imediatamente, e secou assim que foi exposta ao calor do sol? Qual é a causa?
Superficialidade do solo
Um cristão cujo solo é superficial nada tem interiormente. Quando tal pessoa ouve a palavra, toda frase parece ser prontamente recebida e bem compreendida, porém é tão fácil perder a verdade que ouviu, facilmente torna-se feliz e triste, facilidade se entusiasma e também esfria; facilmente ri e chora. Tal pessoa é superficial; tal pessoa está vivendo em suas emoções e circunstâncias.
Sabemos que se uma árvore é alta, suas raízes devem ser profundas e devem atingir a fonte de água. As palmeiras no Deserto da Arábia, apesar do calor do sol, permanecem com folhagem verde, porque extraem água descendo as profundezas, capacitando­-as a resistir ao sol ardente. Se um cristão aprofundou suas raízes, ele também será capaz de resistir ao calor do sol.
Oh! Todos aqueles que vivem nos seus sentimentos ou influenciados pelas circunstâncias são pessoas sem profundidade. Também aqueles que são propensos a oscilar por suas emoções, e são influenciados pelo ambiente, não tem profundidade. Aqueles cuja vida está profundamente enraizada não prestam atenção as circunstâncias, nem vivem por sentimento, mas somente por fé. Eles não olham nem dependem das circunstâncias, mas vêem o Senhor atrás delas. Tais pessoas têm o amparo, o suporte e o poder que vem de Deus, em vez de serem influenciados pelas circunstâncias.
Se não vivermos olhando para o Senhor por detrás das circunstâncias, assim que encontrarmos provações, torna­mo-nos desanimados, depressivos e melancólicos. Isto prova que estamos sem profundidade. Quando o sol vir, imediatamente murcharemos.
Falta de Raiz
A parte de uma árvore exposta à vista é o tronco e o que está fora da vista, no solo, é a raiz; aquela parte com vida e que é visível são os galhos; a parte com vida, mas que é invisível é a raiz. Portanto, a raiz representa a vida escondida. Todo aquele que não tem raiz no Senhor, sua vida deve ser seca. Todo aquele que não tem vida oculta espiritualmente, e nada tem, além do que é manifesto diante dos homens, não tem raiz.
Além daquela parte de sua vida que é visível diante dos homens, quanto de vida oculta você tem diante do Senhor?
Em Mateus 6:6, o Senhor Jesus diz: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, oraras a teu Pai que esta em secreto; e teu Pai que vê em secreto, te recompensara”.
Fechar a porta é a vida oculta
Sempre pensamos que a oração é ouvida, mas o Senhor diz que ela é vista. Portanto, algumas vezes não temos palavras na presença de Deus, mas apenas uma atitude – isto e precioso também.
Quanto da experiência que vocês têm é comparado com a que Paulo manteve em segredo das outras pessoas por quatorze anos? (2 Co 12:2).
Somente a profundidade de suas raízes evitará o fracassar.
Pedras no Solo
Embaixo da superfície terrestre também há pedras.
Superficialmente somos iguais a todas as outras pessoas, mas interiormente podemos estar ocultando pecados e apresentando um coração de pedra (Ez 36:26). Se desejarmos aprofundar nossas raízes, não devemos endurecer nossos corações (Hb 3:8). Muitos cristãos nunca foram contrariados em seu modo de pensar e nunca foram quebrados, por isso precisamos andar com a igreja (João 4:24, Salmos 145:18).
Deus tem de destruir suas pedras interiores antes que possam aprofundar suas raízes. Há apenas uma espécie de pessoa que aprofunda as raízes: aquele que teme a Palavra do Senhor (Is 66:5a). Por isso precisamos orar para que as pedras sejam removidas.
Finalizando lemos: *Oséias 14:5-7 diz: “Serei para Israel como orvalho, ele florescerá como lírio, e lançará as suas raízes como o cedro do Líbano. Estender-se-ão os seus ramos, o seu esplendor será como o da oliveira, e a sua fragrância como a do Líbano. Os que se assentam de novo a sua sombra voltarão; serão vivificados como o cereal, e florescerão como a vide; a sua fama será como a do vinho do Líbano”.
Aqui o Líbano é mencionado três vezes: uma vez como um lírio, uma vez como uma oliveira e uma vez como o vinho. O cedro da montanha do Líbano e muito alto e suas raízes são muito profundas. A Bíblia usa o cedro do Líbano para representar a maior e mais alta árvore na terra; ele também é apresentado como símbolo daquelas pessoas que aprofundam suas raízes.
Por que o lírio é comparado ao Líbano?
Um lírio e puro e bonito, cresce no deserto e depende unicamente do calor do sol, da chuva e do orvalho para sustento. Nós, cristãos, somos os lírios dos vales (Ct 2:1), confiando totalmente no cultivo e sustento de Deus. Uma vida espiritual pura e bela provém de uma comunhão ininterrupta com Deus. Portanto, é dito para crescer como o lírio e lançar suas raízes como o cedro do Líbano.
E a oliveira?
 Não existe beleza exterior como o lírio, mas a oliveira produz frutos que produzem óleo. Quando lançamos e fixamos raízes nas profundezas geramos frutos do Espírito e então haverá beleza e aroma como o Líbano.
E quanto ao vinho relacionado ao Líbano?
E dito: “florescerão como a vide”. Sua flor é minúscula! Logo apos o florescer, as uvas aparecem. Porque a flor que Deus honra não é para as pessoas apreciarem, mas a que pode produzir fruto de vida. O que Deus requer de um cristão e que lance raízes e produza frutos abundantemente. Eis porque é dito que eles florescerão como a vide, e a sua fragrância será como a do vinho do Líbano.
Esse é o resultado do olhar de Deus em nós - capaz de produzir muito fruto.
Cantares 4:12 diz: “Jardim fechado es tu, minha irmã, noiva minha, manancial recluso, fonte selada”. Vemos aqui um jardim, o mesmo lugar onde Adão e Eva foram colocados. A importância de um jardim é apenas para a satisfação dos olhos.
Descrever este jardim como um “jardim fechado” significa que ele não é um parque público ao qual todos tem acesso, mas é fechado exclusivamente para Cristo. Este tipo de viver não pretende agradar aos homens, mas apenas a Cristo.
Este tipo de vida também é “um manancial recluso” - reservado apenas para o Senhor e “uma fonte selada”, um manancial é produzido pelo trabalho humano, mas uma fonte é para Deus e ela esta selada.
Por fim vimos que somente esta espécie de vida nas profundezas satisfará o coração do Senhor.

Numeros 1


“Falou mais o SENHOR a Moisés no deserto de Sinai, na tenda da congregação, no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da sua saída da terra do Egito, dizendo”: Números 1:1
Para começar o verdadeiro nome do livro de NÚMEROS, significa “no deserto” בְּמִדְבַּ֥ר (Bemidbar).
O nome “Números” veio da tradução da Septuaginta do hebraico para o grego quando os títulos ganharam nomes gregos. E a palavra adotada para este livro foi aquela que descreve apenas as listas dos homens de guerra: “arithmoi” ou “números”.
Falar, Palavra e Deserto tem a mesma raiz, significa “dar uma ordem”. Deus colocou a vida de Moisés em ordem no Sinai que significa “espinho”, ou seja por meio de espinhos, o mesmo que fez com a vida do apóstolo Paulo. Aqui o Senhor pegou um povo sem identidade e o levou para o deserto que é a Sua oficina e trabalhou nesse povo.
Podemos entender melhor Mateus 6:6 quando lemos Nm.1:1. Entrar no quarto, não é para se esconder de todos e de tudo como fez Jonas ao se esconder no fundo do barco, isso é fuga. Em Números vemos uma situação cronológica: “primeiro dia do segundo mês, no segundo ano”, saindo do menor indo para o maior (crescente = dia, mês e ano), porém na hora da localização geográfica saiu do maior para o menor, percebem? “no deserto de Sinai, na tenda da congregação”. Todos diriam que o deserto é maior que a tenda ou o tabernáculo. Tem alguma lógica nisso? Precisamos buscar revelações, assim como escavar as pepitas em uma mina, as maiores e as mais bonitas não estão do lado de fora ou na entrada da mina, porém dentro dela e nas profundezas. Se o versículo seguiu uma lógica do menor para o maior devemos continuar com esse pensamento até o fim, o que nos revela que o deserto é menor que a tenda. Não é a tenda que cabe dentro do deserto, É O DESERTO QUE CABE NA TENDA. Onde a Glória de Deus está tudo cabe!!! Aleluia.
Agora podemos entender Mateus 6:6 quando “entramos no quarto” que pode ser literalmente o quarto da nossa casa ou o nosso espírito (cf. estudamos na sexta - Zac.12:1), ali está o “teu Pai que te vê em secreto”, ali onde apenas você e o Pai está, tudo ESTÁ e tudo É! Ali no “secreto”, estão teus pecados, mas também a garantia que o sangue limpa cada um deles, teus medos e preocupações, tuas frustrações e medo, mas também a promessa que Ele estaria conosco até o fim, porque Naum 1:3 diz que *“o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade”.* É ali que nos reconciliamos com os outros, que o nosso véu é retirado para vermos somente a Glória de Deus (Salmos 16:2). É a certeza de que Ele faz. É no quarto fechado que tudo se acalma!
Entre em teu quarto! Essa é a ordem!


O que o Criador mandou estampar em sua mão

João Vucetich era da Polícia da Província de Buenos Aires e estava decido a encontrar uma maneira simples de identificação das pessoas. Era também um homem religioso e um dia lendo as escrituras deparou com esta frase (Jó 37:7): “Ele põe um selo nas mãos de todo homem, para que todos saibam que Ele os fez”. Ligou esta revelação com o que procurava, começou a estudar as mãos de detentos e descobriu que as linhas e sinais eram específicos a cada pessoa, não se repetiam. Enfim, estabeleceu o método de identificação baseado nas linhas na papila dos dedos.
Bem antes disso, na longínqua antiguidade, os sacerdotes caldeus perceberam que nas palmas das mãos dos seguidores de sua religião
estavam impressos sinais, símbolos, e para ajuda-los interrogavam-nos. 
Este estudo chama-se Quirologia.


Olhe sua mão, procure com atenção triângulos, asteriscos, luas ou estrelas.